Arquivo da categoria: Crime organizado/terrorismo

GUERRA DE 5ª GERAÇÃO

CONCEITO E EXEMPLOS

CENTRO DE ESTUDOS DE POLÍTICA DE DEFESA NACIONAL

TODA GUERRA TEM OBJETIVOS ECONÔMICOS!

Guerra de 5ª geração é toda tentativa de origem externa, por quaisquer meios, que objetive minar o cenário político – econômico – tecnológico – psicossocial – ambiental – militar e a soberania de um país, através de agentes internos ou externos.

São Paulo, 30 de novembro de 2009.

Antônio José Ribas Paiva
coordenador

AÇÕES CONCRETIZADAS COM EMPREGO DE GUERRA
DE 5ª GERAÇÃO CONTRA O BRASIL

A) Destruição da malha ferroviária;

Objetivos: estrangular o escoamento de produtos agrícolas, industriais e submeter os custos ao transporte rodoviário 14 vezes mais caro. Dificultar a integração nacional e a defesa do território comprometendo inclusive a Indústria de Mecânica Pesada.

B) Dificultar a utilização de hidrovias;

Objetivos: impedir a otimização dos transportes e barateamento de cargas volumosas e pesadas, porque o transporte hidroviário é 64 vezes mais barato que o rodoviário.

C) Estrangulamento da logística;

Objetivos: encarecer e dificultar o transporte de produtos destinados à exportação, principalmente, grãos, açúcar e álcool.

Ação:

1) proposital desarticulação das obras necessárias;

2) Construção de pontes baixas com pilares no meio para bloquear as hidrovias;
3) Construção de eclusas estreitas para tornar as poucas hidrovias economicamente inviáveis ;
4) Bloqueios de obras por ação de falsos ecologistas e indigenistas.
Obs.: Segundo especialistas da Escola Politécnica de São Paulo serão necessários dez anos de obras contínuas para desfazer os gargalos às exportações, à custos altíssimos.

D) Guerrilha Rural e Urbana;

Através dos seguintes instrumentos: MST, Congêneres, Movimento de Sem Teto, tráfico de drogas e outras atividades criminosas.
Objetivos: provocar o caos e conseqüente insegurança, para dominar a nação pelo medo, submetendo o Brasil a interesses político econômico transnacionais.

E) Suposto Indigenismo;

Objetivos: sobrestar o desenvolvimento, criar áreas liberadas,
controlar a extração e transporte de minérios e pedras preciosas, garantir a posse e exploração do potencial de Biodiversidade e até a balcanização do Brasil.

F) Suposto Ambientalismo (Ecologia);

Objetivos: Coadjuvando o suposto Indigenismo. Tem os mesmos objetivos daquele suposto “movimento”: controlar reservas ricas em minérios e biodiversidade, para garantir e controlar as cotações da Bolsa de Metais de Londres.

G) Crime Organizado;

Conceito: Associação delitiva de criminosos com servidores públicos.
Objetivos: Domínio das estruturas do Estado, através de corruptos e traidores. Controle da estrutura político-partidária através de corrupção.
Exemplo: Não existe oposição real no Brasil, a classe política cumpre acordo velado de não agressão. Os debates são pasteurizados e não versam sobre o essencial, a soberania e a nacionalidade. Fernando Henrique, liderança do PSDB, suposta oposição, salvou o governo Lula de impedimento e queda quando do escândalo do mensalão. O PT salvou, agora, o ex-governador de Minas Eduardo Azeredo, fazendo com que Tofolli pedisse vistas do processo no STF. O controle do crime tem tentáculos nos três Poderes da República. Controla os partidos políticos como a máfia americana controla os sindicatos.

H) Desarmamento dos cidadãos:

Objetivos: submeter a sociedade ao crime e impedir a formação de eventuais focos de resistência ao Governo do Crime, bloqueando o constitucional direito à legítima defesa, impedindo o acesso do cidadão aos seus instrumentos.

I) Destruição das Forças Armadas;

Objetivos: submeter a Soberania Nacional, a Segurança e as Riquezas do Brasil aos interesses estrangeiros.
Meios: politização do emprego das Forças Armadas; estrangulamento dos meios e recursos; formação de forças paralelas, pauperização dos militares, para tornar pouco atraente a carreira das armas.

J) Reforma agrária;

Objetivos: O Brasil tem vocação natural para a produção de alimentos, porque o seu território beneficia-se da fusão nuclear do sol 365 dias ano, propiciando pelo menos 3 (três) colheitas ano. A produção de carne vermelha de forma extensiva não concorre na cadeia alimentar do homem. Além disso, detemos 1/3 (um terço) das terras agricultáveis do mundo. Tudo isso significa grande excedente de produção, a preços imbatíveis, para exportação.
Os países do hemisfério norte, para garantir sua segurança alimentar (produção própria de alimentos) gastam mais de 1 bilhão de dólares por dia em subsídios agrícolas.
As nossas potencialidades agrícolas são grande problema estratégico para a segurança alimentar dos países ditos desenvolvidos, que para não aumentarem os seus subsídios agrícolas, empreendem guerra de 5ª geração contra o agronegócio Brasileiro, com o apoio consciente ou inconsciente de governantes e políticos nacionais, objetivando inibir os investimentos no agronegócio, para limitar e encarecer os produtos agropecuários brasileiros. Com essa guerra ao campo viabilizam seus produtos economizando subsídios.
Os financistas transnacionais, que controlam as cotações das comodities são aliados dos países desenvolvidos, porque a supercapacidade do agronegócio brasileiro, que produz com qualidade e a preços imbatíveis (superávit comercial de 60 bilhões de dólares ano) tem potencial para usurpar o poder de controle das cotações, aos financistas.
Com a colaboração de governantes brasileiros, os países e financistas vêm empreendendo guerra de 5ª geração contra o Brasil, particularmente contra o agronegócio. O nosso potencial mineral também é alvo dessa guerra, pelos mesmos motivos.
As “bolas de ferro nos pés” dos produtores são:
a) Terrorismo administrativo;
b) estrangulamento logístico;
c) falta de política agrícola;
d) financiamentos caros ou inexistentes;
e) leis ambientais draconianas, para reduzir a área agricultável;
f) quilombolismo com o mesmo objetivo, além de criar “conflitos raciais”;
g) indigenismo, para reduzir a área agricultável, controlar o subsolo, rico em minérios estratégicos e apoderar-se da biodiversidade e, com o tempo, internacionalizar as “terras indígenas”. Em 1904 o Brasil perdeu parte de
Roraima para a Inglaterra, porque os índios falavam inglês e optaram pela soberania inglesa. A “Raposa Serra do Sol”, poderá constituir-se no “Kosovo brasileiro”;
h) imposição de índices de ocupação do solo e produtividades além dos controle absoluto da produção; até o fornecimento de notas fiscais é limitado;
i) deficiência de armazenamento e de transporte dos produtos;
j) falta de ferrovias, hidrovias e estradas sem qualquer manutenção, inexistência de navegação de cabotagem de longo curso;
k) gargalos de exportação até nos portos;
l) inexistência de seguros agrícolas;
m) Movimento dos Sem Terra: são agentes combatentes. Praticam guerrilha de pequena para média intensidade contra os produtores rurais. Na sua ação guerrilheira, gozam de total imunidade, garantida pelo Estado, nos três níveis e Poderes. São financiados com recursos públicos e internacionais. Tudo para inibir a produção e encarecer os produtos do agronegócio, ao talante de países e financistas internacionais.
Os assentamentos e acampamentos do MST situam-se em lugares estratégicos, junto às hidrovias, rodovias, centrais hidrelétricas e linhas de transmissão, para ao seu talante e de seus controladores internos e externos, dificultar o abastecimento dos centros urbanos e sabotar o fornecimento de energia elétrica, provocando apagões.

K) Destruição da Indústria Bélica Nacional;
Objetivos: Desarmar o país, impedir o desenvolvimento de tecnologia própria, transformando o Brasil de exportador em importador de armamentos (Engesa).
Impedido o desenvolvimento de tecnologia, nossa “BOLHA” defensiva sempre será menor do que a “Bolha” ofensiva de eventuais atacantes. O Brasil está a mercê de eventuais antagonismos tanto de Guerra de 1ª geração, como das subsequentes gerações de guerra!!

L) Privatização de Estatais estratégicas como: Embratel, Vale do Rio Doce, Siderúrgica Nacional, Petrobrás e etc.
Objetivos: Controle econômico e Tributação da população através de endividamento, remessa de Royalties, dividendos, bonificações e importações superfaturadas e exportações subfaturadas.

M) Produção e controle de Transgênicos, adubos, tratores defensivos e sementes, por multinacionais estrangeiros.
Objetivos: Regular a produção e as cotações de grãos, submetendo a segurança alimentar e as cotações das comodities agrícolas, aos interesses transnacionais e de cartéis especuladores que controlam o comércio de grãos no Brasil.

N) Câmbio: supervalorização ou desvalorização da moeda nacional ao talante de especuladores internacionais, destruindo ou incapacitando os setores produtivos dependentes do comércio internacional.
Objetivos: Inviabilizar exportações e pauperizar segmentos da economia, possibilitando incursões estrangeiras ou nacionais complacentes na compra e dominação de segmentos estratégicos da economia como: pesquisa agropecuária, adubos, petroquímica, álcool, industria têxtil, etc.

O) Extinção do “Loyd Brasileiro” e quebra de empresas de navegação de longo curso particulares nacionais.
Objetivos: o custo do frete nas exportações e importações chega a 35% (trinta e cinco por cento) do preço dos produtos. Como não temos frotas nacionais o preço do frete é verdadeiro “imposto” estrangeiro, lançado ao comércio internacional brasileiro.
Além disso, ao depender, exclusivamente de frotas internacionais, nosso comércio transnacional perde flexibilidade, afetando tanto a política como a estratégia de comércio exterior, pondo em risco a segurança nacional.

P) Destruição da navegação de cabotagem.
Objetivos: Os transportes fluviais e de cabotagem são 64 vezes mais baratos do que o transporte rodoviário. Portanto, essa ação de guerra de 5ª geração objetiva encarecer os produtos nacionais e dificultar os transportes e até o turismo.
A Rússia Czarista teve os mesmos problemas quando decidiu construir ferrovias na Sibéria.

Q) Atentado à base de Alcântara, onde foram dizimados todos os técnicos aeroespaciais brasileiros.
Obs.: Os exemplos de guerra de 5ª geração acima elencados não esgotam a matéria, apenas apontam atos de guerra já concretizados e vitoriosos. Caso a política e estratégia de defesa não contemplem esse tipo de guerra (5ª geração), os ataques se repetirão “ad infinitum”, sem qualquer oposição, como tem ocorrido. Observe-se, que a concretização desses ataques aos interesses e à soberania nacionais só foram possíveis graças à traição dos governantes.

São Paulo, 30 de novembro de 2009.

CRIME ORGANIZADO – CONCEITOS E MECANISMOS

A ética do capital é o lucro. O contrário é crime falimentar.  Considere-se, ainda, que é direito natural de cada um querer o melhor para si. O que impede, que alguém se aproprie de tudo, ou que o capital predomine sobre o interesse público, são instituições sólidas, nítidas, adequadas para o convívio social e dotadas de mecanismos, que possibilitem seu constante aprimoramento.
Determinada sociedade pode evoluir e atingir elevados índices de aprimoramento institucional, todavia, como as instituições são contidas por fronteiras territoriais, esse país sempre estará vulnerável às incursões do capital transnacional apátrida, que obedece somente à ética do lucro, advindo de operações legais ou ilegais, e não respeita fronteiras. O volume de capital a reciclar é tão grande, que os investidores transnacionais não podem “dar-se ao luxo” de investir apenas em operações legais. Por isso, o crime organizado está a seu serviço.
O capital transnacional é amoral como as armas, tanto pode proteger, como destruir, dependendo dos objetivos de seus controladores. Caso as instituições do território alvo impeçam ou dificultem a consecução dos seus objetivos, todo o poder será usado para fragilizá-las. A corrupção resultante, esgarça a malha institucional, abrindo espaço para a ação do crime organizado. A violência é mera conseqüência desse processo.
A escalada da violência ocorre em razão de dois fatores: o desinteresse dos governantes em coibi-la e a associação sinistra dos criminosos com membros do poder do Estado. Exemplo disso é a polícia de trânsito, que chega a ser quase onipresente, porque arrecada, ao passo que a polícia responsável pela segurança do cidadão, limita-se a registrar ocorrências, prestando-se, apenas, a garantir os membros do poder.
O Brasil, mais do que agrícola, é um país mineral. Suas fronteiras, conquistadas pelos Bandeirantes de São Paulo, abrangem mais de 8.500.000 Km², considerando-se, ainda, um mar territorial rico em biodiversidade, minérios, petróleo e gás. Sua população de 190 milhões e suas riquezas minerais e agrícolas, são condições básicas para qualquer país tornar-se potência mundial, ou seja: possuir recursos naturais, território amplo e mercado interno. Somente cinco países preenchem esses requisitos, o Brasil é um deles. Devido a isso, desde o descobrimento da Ilha de Vera Cruz, o capital dominante vem procurando fragmentar o território brasileiro. O Tratado de Tordesilhas é exemplo disso! Afora as inúmeras invasões e movimentos separatistas enfrentados pelos naturais da terra.
Alvo de incursões constantes, o povo brasileiro vem defendendo-se, como pode, de piratas e invasores, franceses, espanhóis, holandeses, jesuítas, ingleses e outros quetais. Todo esse esforço embarga o desenvolvimento do país, que carece de mecanismos adequados para defender-se e ao mesmo tempo garantir o progresso. Por quinhentos anos, o país vem sendo mantido no subdesenvolvimento, em razão da influência nefasta de bucaneiros internacionais, que a todos corrompem. O resultado é a pobreza do povo, em gritante distonia com a riqueza do território brasileiro.
A única possibilidade de sucesso do povo brasileiro, nessa luta surda contra os inimigos nas sombras, é a autodeterminação, o nacionalismo democrático. Somente assim, a sociedade brasileira poderá usufruir das riquezas do seu território.
A humanidade sempre conviveu com dois mundos, o do poder, que é o mundo real, onde estão às pessoas que fazem as coisas acontecerem, e o mundo virtual, habitado pelo grande rebanho do comum dos mortais, que sustenta o poder com o seu sangue, carne, couro e ossos, geração após geração.
O poder vive da desinformação do grande rebanho, que se entretêm pastando, tentando satisfazer suas mínimas necessidades, quando o permitem os seres do mundo real. Para romper essa “tensão superficial”, impõe-se a desmistificação de conceitos, único caminho que leva à participação do cidadão no processo de aprimoramento institucional.
Nos últimos 4000 anos o poder continua imutável, tendo apenas aprimorado a sua apresentação pública. Sua divisão tripártide, em nações de instituições fracas, como o Brasil, somente torna difusa a cobrança de responsabilidades. Nesse quadro, o povo não tem um “castelo” visível para cobrar iniciativas, tornando-se presa fácil do binômio crime organizado – poder público.
Aproveitando-se desse quadro difuso, os habitantes do mundo real provocam a luta de classes e promovem o crime organizado, tanto para lucrar, como para estabelecer válvulas de escape para a “panela de pressão” social. É a politização do crime como fator de distribuição de renda!
O crime organizado é o sinistro consórcio de criminosos com agentes públicos, que garantem o sucesso das operações criminosas. Sem a participação de agentes públicos, o crime não se organiza.
No Brasil, infelizmente, a associação sinistra vai da sarjeta aos altos escalões da República, nos três poderes. É possível, que o mesmo ocorra em outros países, talvez de maneira mais sutil.
O crime organizado impôs ao Poder Público o desarmamento da sociedade, porque 80% (oitenta por cento) do tráfico de drogas depende de pequenos crimes, que sequer integram as estatísticas, porque as vítimas preferem não fazer ocorrência policial. Esse estratagema, do crime e seus aliados no poder, protege os agentes do tráfico, que se livram da imprescindível reação armada da população.
A “lei” do tráfico é o extermínio dos viciados e pequenos traficantes inadimplentes. Como o comércio de drogas depende dos pequenos crimes, o tráfico impôs a sua “lei” à sociedade, determinando a chacina das vítimas de assaltos, que tentam reagir, que tentam fugir ou, simplesmente, se assustam. Em razão disso, é que várias moças e senhoras, indefesas, foram friamente executadas por ladrões. De forma implacável, o crime organizado submete a sociedade aos interesses do tráfico pelo terror.
Os exemplos, abaixo destacados, dão uma tênue noção da atuação do poder – crime:

I- Os funcionários que controlam o estacionamento de veículos nas ruas (zona azul), praticam extorsão contra os motoristas, vendendo cartões a “preço de ouro”, sob ameaça de multa.

II- Vários operários que fazem manutenção nos semáforos provocam congestionamentos para ganhar propina dos ambulantes, pedintes e ladrões que operam nos cruzamentos.

III- Vários donos de estacionamentos de automóveis pagam propinas para que o Departamento de Trânsito proíba o estacionamento na via pública.

IV- A fiscalização por radares está sendo terceirizada, transformando as ruas e avenidas em verdadeiros caça níqueis, tanto para o tesouro como para os governantes, que transferiram, ilegalmente, o poder de polícia a empresas particulares para participar da “arrecadação”.

V- Governantes “privatizam” estradas e zonas urbanas para exaurir a sociedade com pedágios, ao mesmo tempo em que lucram participando das privatizações através de testas de ferro.

VI- Muitos policiais rodoviários extorquem e autuam motoristas e permitem o livre tráfico de drogas, armas, produtos sem nota, veículos roubados e etc.

VII- Os “patrões” (chefes) das favelas e bolsões de pobreza da periferia das cidades, enviam seus “soldados” para roubar, seqüestrar, matar, traficar e extorquir, durante o dia; à noite, retornam com a “féria”, que o patrão divide com policiais, que repassam parte da propina aos escalões superiores, num “sistema” capilarizado.

VIII- O jogo de números acumula capitais, com a proteção de governos estaduais, que há muito não prendem bicheiros. O capital acumulado com a contravenção é lavado em empresas legais e também aplicado no financiamento do tráfico de drogas e armas e em outras operações criminosas.

IX- Vários policiais participam do roubo de cargas nas estradas, ou dão cobertura às quadrilhas. A mercadoria é vendida aos grandes atacadistas e varejistas, com notas frias, com acobertamento de membros das Secretarias de Fazenda.

X- Alguns membros do Governo Federal protegem interesses de banqueiros, com prejuízo da economia produtiva. Além disso, associam-se a financistas para lucrar com informações privilegiadas em pacotes econômicos e flutuações cambiais.

XI- Alguns integrantes do Governo Federal mancomunam-se ao capital transnacional apátrida para doar empresas estatais e concessionárias de serviços públicos, criando mercados cativos e exaurindo a sociedade com aumentos abusivos dos preços das tarifas.

XII- Em defesa do corporativismo, alguns juízes, promotores e delegados de polícia, fazem aprovar parentes e amigos nos concursos, estabelecendo guetos de poder. Além disso, mantém os seus quadros reduzidos para concentrar o poder que desfrutam, em detrimento do interesse público.

XIII- Alguns membros do Legislativo leiloam seus votos, sem qualquer preocupação com o interesse público, coadjuvando os outros Poderes na obtenção de vantagens ilícitas, que comprometem a segurança nacional. Várias campanhas eleitorais, majoritárias e proporcionais, são financiadas pelo crime organizado, que atualmente está totalmente embricado no poder do Estado.

XIV- Mineradoras multinacionais e potências internacionais promovem o contrabando e o subfaturamento de exportações de minérios estratégicos (Nióbio, Quartzo, Titânio, Tântalo, etc), fraudando o fisco e a economia, que fica privada desses valores, com o beneplácito das autoridades governamentais.

As “modalidades” do crime organizado são infindáveis, porque o crime está embricado em todos os níveis do Poder Público. Haja vista, que as autoridades nunca se referem ao crime organizado em suas justificativas públicas, procurando passar para a sociedade a idéia que a violência tem apenas raízes sociais e econômicas, quando, na realidade, tudo ocorre por omissão e comissão dos próprios membros do Poder do Estado.
Aproveitando-se da desinformação da sociedade, o crime ramifica os seus tentáculos, protegido pela falsa democracia brasileira, que é via de mão única. O povo está sempre na contramão, sem noção de que Democracia é a segurança do direito: Condição que só é usufruída no Brasil pela classe política e pela alta administração pública.
A reação da sociedade contra o Crime/Estado deve começar pelos segmentos conscientes e esclarecidos da sociedade, que precisam travar a queda de braço com o poder-crime para, estancar sua ação deletéria e, concomitantemente, promover o aprimoramento institucional, cujo mecanismo mais importante é a participação da sociedade na fiscalização do exercício do poder, através de corregedorias colegiadas.
O processo eleitoral é insuficiente, isoladamente, para preservar o interesse público. Outros mecanismos participativos precisam ser desenvolvidos. As reformas necessárias podem concretizar-se pela força (Revolução, Golpe de Estado) ou democraticamente, num processo evolutivo mais demorado, sujeito a “marchas e contramarchas”.
Todo aprimoramento institucional passa, necessariamente, primeiro, pelo Poder Judiciário. Assim, caso a sociedade consiga participar das corregedorias de Justiça, o primeiro grande passo estará dado, porque o Judiciário decide as lides públicas e privadas e diploma os eleitos. O Judiciário fortalecido, pela participação da sociedade, estará mais apto a promover a prestação jurisdicional e a garantir a consecução dos objetivos nacionais.
A participação da sociedade nas corregedorias dos órgãos públicos, é imprescindível para aprimorar as Instituições, porque ninguém pode ser juiz de si mesmo no trato da coisa pública!!
O crime organizado, instrumentado pelo capital transnacional, é um inimigo invencível, à espreita de todas as oportunidades de lucro. Resta, à sociedade, por seus segmentos mais esclarecidos, conscientizar-se do problema para, conhecendo o inimigo, estabelecer mecanismos de defesa que neutralizem sua ação.

BRASIL ACIMA DE TUDO!

São Paulo, 31 de março de 2001.

Antônio José Ribas Paiva
GRUPO DAS BANDEIRAS
Presidente

OBS.: Como 80% (oitenta por cento) do tráfico de drogas no Brasil depende de pequenos e constantes crimes, o Governo Federal resolveu desarmar a população para submetê-la ao crime.

O “referendo” do dia 23 de outubro próximo é manobra governamental em favor do crime! Desarmado, o cidadão ficará a mercê do crime e do poder de governos criminosos.
O organograma anexo explica a ação do governo para desarmar os cidadãos: O governo formal é mera força de sustentação do governo real (controlador). O crime é apenas o quarto elemento de apoio ao Controlador.
As Forças Armadas precisam cumprir a sua MISSÃO INSTITUCIONAL, que lhes foi outorgada pela Nação Brasileira, salvando-a do governo do crime, sob pena de ficarem reduzidas a meros janízaros do crime.

São Paulo, 12 de outubro de 2005.

Antônio José Ribas Paiva
UNIÃO NACIONALISTA DEMOCRÁTICA – UND
Presidente

Crime Organizado

SÍNTESE DE CONCEITOS

O conceito correto é impositivo, para o desenvolvimento do raciocínio, com base na realidade.
Obs.: Sem conceitos adequados a inteligência é estéril.

SABEDORIA é o uso adequado do conhecimento.

VERDADE é realidade universal permanente.

ERRO é conceito, opinião, ação ou omissão contrários à realidade.

VIRTUDE é a capacidade de buscar e praticar o bem.

VÍCIO é a submissão ao mal.

NAÇÃO é a cristalização da vontade de um povo.

PÁTRIA é a expressão da devoção da Nação ao País.

PODER INSTITUINTE é a faculdade do cidadão, legitimamente, criar, modificar ou revogar instituições.
Pode ser exercido individual e coletivamente.
Não pode ser exercido por representação.

INSTITUIÇÃO é a concretização da VONTADE DA NAÇÃO.

A PRIMEIRA INSTITUIÇÃO de uma NAÇÃO é sua FORÇA ARMADA, porque GARANTIDORA do seu TERRITÓRIO.

Obs.: A SOBERANIA e a LIBERDADE dos povos são impossíveis sem exércitos adestrados e adequadamente equipados.
O País é a Segunda Instituição, que se concretiza após a garantia do território.

A DESTINAÇÃO INSTITUCIONAL das FORÇAS ARMADAS é a DEFESA INCONDICIONAL da PÁTRIA.

Guerra de 5ª geração é toda tentativa de origem externa, por quaisquer meios, que objetive minar o cenário político – econômico – tecnológico – psicossocial – ambiental – militar e a soberania de um país, através de agentes internos ou externos.

LIBERDADE é a autodeterminação dos seres.

ESTADO é instituição da NAÇÃO, para proteger as pessoas e delimitar as ações de governo.

PAÍS é o território ocupado e garantido por uma Nação.

DEMOCRACIA é Segurança do Direito Natural.

POLÍTICA é a decisão do que fazer, por quem tem o poder necessário.

ELEIÇÕES são meros MECANISMOS DE ESCOLHA, que isoladamente não garantem a democracia.

A LEGITIMIDADE de uma eleição depende da adequação dos seus mecanismos, que devem prestar-se, exclusivamente, a escolher os MELHORES ENTRE IGUAIS, garantindo a LIBERDADE DE ESCOLHA dos eleitores.

O PARÂMETRO da AUTORIDADE é a legalidade.

GENERAL é o combatente, que conhece, busca e enfrenta, permanentemente, o inimigo real da sua nação.

O LIMITE entre a TOLERÂNCIA e a AÇÃO é a segurança da obra. (PÁTRIA)

A ORDEM PÚBLICA é o PATRIMÔNIO JURÍDICO mais importante para a sociedade, porque garantidora da vida e da liberdade das pessoas.

CRIME ORGANIZADO é o consórcio delitivo, entre criminosos e agentes públicos.

TERRORISMO, Privado ou de Estado, é a Politização da Violência Ilegal: física, psicológica ou administrativa, objetivando a submissão pessoal ou coletiva, pelo medo.

O “papel socioeconômico e estratégico” do campo é a produção de alimentos, para garantir o abastecimento e a exportação de excedentes.

Os setores secundário e terciário da economia (indústria, comércio e serviços), alavancados pelo setor primário, arcam com o papel socioeconômico de criar empregos e garantir a renda, para a sociedade.

São Paulo, 13 de junho de 2014.

UNIÃO NACIONALISTA DEMOCRÁTICA – UND
Antônio José Ribas Paiva
Presidente