Arquivo da categoria: Soberania nacional

O FIO DA MEADA XXV CRIME E CASTIGO

A ameaça do Estado há que ser proporcional à ofensa! Disso depende a eficácia da lei penal, cujo objetivo é inibir o impulso das pessoas, e o medo da punição é essencial para isso.

Os países que punem o homicídio e o tráfico de drogas com penas pesadas e, até com a morte, têm menor incidência desses crimes.

Todavia, a correta aplicação da lei depende de instituições adequadas e de verdadeira democracia, que é a segurança do direito.

O tótem da democracia é o respeito à coisa pública, ao bem comum e aos direitos individuais. Nada disso é respeitado no Brasil, porque a classe política usurpou o poder do Estado em próprio beneficio.

A primeira vítima, desse processo decadente, foi a representatividade. De há muito, as eleições são meros mecanismos de escolha dos previamente escolhidos por uma oligarquia partidária, com sombrios objetivos. Os eleitos por esse mecanismo viciado não têm qualquer compromisso com o eleitor e, constituem um “pareado medieval”, que tudo pode porque nada teme.

A consequência da falta de democracia é a decadência dos costumes, a violência e o risco de perda da soberania, porque o crime organizado no poder é amoral e não tem compromissos com a sociedade e muito menos, com o patriotismo. Tudo é negociável, pelos três Poderes da suposta Republica Brasileira!!

Como o poder do crime jamais cortará da própria carne, os segmentos esclarecidos da sociedade precisam organizar-se para promover o aprimoramento das instituições, único caminho viável, para o resgate da democracia!!

É direito natural do outorgante do poder a fiscalização do seu exercício. No Brasil, o crime tomou o Poder do Estado, por falta de mecanismos de fiscalização por parte do cidadão.

Se as corregedorias, por exemplo, forem compostas por eleitores, em lugar dos membros do pareado; os “pares do reino” refrearão os seus impulsos, por temor de perda das satrapias.

Ninguém pode ser juíz de si mesmo no trato da coisa pública. O primeiro passo para o aprimoramento institucional é a fiscalização do exercício do Poder do Estado por todos os cidadãos. O caminho possível para o resgate da democracia é colocar por sobre a “cabeça do rei” a “espada de Damocles”.

União Nacionalista Democrática – UND.

O FIO DA MEADA XXII O PARÂMETRO DA AUTORIDADE

Em 1964 a Nação Brasileira impôs a democracia ao coletivismo, soterrado em 1989, sob os escombros do muro de Berlim.

À época, alguns não concordaram com a democracia e recorreram ao terrorismo e a vários crimes, para tentar impor a sua ideologia. Vencidos, tanto pela razão como pela força do Estado, asilaram-se no exterior.

Em busca da paz social, objetivo bíblico e nacional permanente, os representantes da Nação concederam perdão aos terroristas e também os convocados para combate-los, através do manto protetor da lei de anistia, ampla e irrestrita. Note-se, que os ícones dos terroristas perdoados: Stalin, Pol Pot e Fidel, jamais fariam isso.

Os beneficiados pelo poder anistiador da Nação Brasileira, puderam voltar para o Brasil, onde ninguém questionou seus roubos, seqüestros, assassinatos, depredações e o terrorismo que praticaram contra a pacata sociedade brasileira, lapidando e mutilando inocentes.

Ao invés de beijar as mãos da Nação que os beneficiou, os terroristas voltam a conspirar contra a democracia, agora, encastoando-se no Poder do Estado, que inocentemente lhes foi franqueado pela bondosa sociedade brasileira.

No poder, primeiro fartaram-se de bens materiais e, agora, tentam voltar-se contra quem os anistiou, perseguindo-os financeira, política e administrativamente.

Não satisfeitos, os terroristas procuram a revogação tácita de parte da lei que os anistiou. Revogação convenientemente parcial, porque se integral, iriam todos para a cadeia, porque o terrorismo é crime de tortura coletiva.

Direito é lógica pura. A lei, como parâmetro da autoridade e da sociedade, obriga a todos de forma equânime.

Portanto, do ponto de vista moral, ou legal, a postura dos terroristas anistiados é insustentável.

A livre manifestação do pensamento é da essência da democracia, desde que não consubstancie apologia ao crime ou à ilegalidade, como pretendem os terroristas no governo.

As autoridades e membros do poder público estão sujeitos aos parâmetros legais, tanto no que respeita às suas atitudes como às suas manifestações, porque ao aceitar e mesmo buscar o “munus público” submetem-se ao artigo 37 da Constituição Federal, que insculpe os princípios da legalidade, moralidade, impessoalidade e razoabilidade, entre outros.

Aquele que trata da coisa pública não pode transigir, porque mero guardião do que não lhe pertence. Portanto, a autoridade, ao contrário do comum do povo, só pode fazer o que a lei determina.

A lei determina a anistia ampla e irrestrita aos terroristas e aos convocados para combatê-los; logo, o Ministro da Justiça, sob pena de responsabilidade, não pode pregar a desobediência à lei de anistia, ou dar-lhe interpretação pessoal, como tem feito publicamente, até porque, acirra a cizânia na nação, contrariando o espírito da lei. A autoridade nunca se manifesta publicamente em nome próprio, mas, sempre, em razão do cargo.

Diante da evidente ilegalidade praticada pelo ministro Tarso Genro, compete ao Procurador Geral da República tomar as providências cabíveis na espécie, ex–oficio ou a requerimento de qualquer do povo.

O parâmetro da autoridade é a legalidade. Ao extrapolar esse parâmetro o Ministro da Justiça desqualifica-se para o cargo, impondo-se seja exonerado e processado criminalmente.

São Paulo, 26 de maio de 2008

UNIÃO NACIONALISTA DEMOCRÁTICA – UND
Antônio José Ribas Paiva
Coordenador

O FIO DA MEADA XX Cartas aos Generais

São Paulo, 14 de julho de 2004

EXMO SR.
GEN

Ref.: “Perda da Soberania – Governo do Crime”

Forja-se uma Nação, quando o seu governo emprega o Poder do Estado, exclusivamente, na defesa dos interesses dos cidadãos e do País!

Não é o que ocorre no Brasil, onde os membros do Poder elegem interesses pessoais e corporativos em detrimento dos objetivos nacionais permanentes, canibalizando a sociedade, que deveriam servir.

O Regime Político brasileiro não é democrático, porque DEMOCRACIA É SEGURANÇA DO DIREITO, que inexiste no país, onde direitos constitucionais e leis são desrespeitados pelo próprio governo e por entidades como o MST, com o apoio logístico e econômico dos Governos Federal, Estadual e Municipal, em verdadeiro terrorismo de Estado contra a Sociedade.

Rotineiramente, ordens judiciais são ignoradas por governadores e outras autoridades, sem que sejam responsabilizados e, mais grave, forças narcoterroristas estrangeiras operam na Amazônia Brasileira, com a conivência criminosa do Governo Federal, colocando em risco a segurança das Américas.

A ideologia supostamente professada pelos membros do partido político no poder e pelo governo anterior, é mera “cortina de fumaça” para o crime organizado, que em síntese, é a associação com fins delitivos entre criminosos e membros do Poder do Estado, e que permeia pelos Poderes da República, de sorte que, o crime está imbricado com o Estado, eliminando todo e qualquer traço ético-moral do GOVERNO.

Nesse contexto, infere-se o “programa” de sucateamento das Forças Armadas, com claro objetivo de comprometer a soberania nacional.

O subfaturamento de exportações de NIÓBIO, praticado pela CBMM de Araxá e pela Mineração de Catalão – GO, dá prejuízos anuais de cerca de US$ 30 bilhões de dólares ao Brasil, submetendo a população, artificialmente, à miséria, em verdadeiro Crime de Lesa-Pátria.

Outras reservas minerais são vergonhosamente desviadas, sob cândida e conivente indiferença do Governo Federal, de alguns Governos Estaduais e com a participação criminosa de várias autoridades dos três Poderes.

O crime organizado tomou o Poder do Estado, porque os mecanismos institucionais são inadequados para a consecução e preservação dos objetivos nacionais permanentes, porquanto servem, apenas, aos indivíduos, que se apoderaram das estruturas do Estado e que são juízes de si mesmos no trato da coisa pública, e não é pela razão ou pela ética ou através da política partidária, que aceitarão ceder à Nação o poder deturpado que exercem e as vantagens criminosas, que desfrutam.

De nada adianta o povo construir o Brasil, sem garantias para a obra realizada e essas garantias são dever institucional e iniciativa irrenunciável das Forças Armadas, porque os membros dos Poderes Públicos responsáveis pelos desvios apontados, como é lógico, não convocarão o poder armado para prende-los.

Diante desse cenário terrível, em que a Pátria e a Nação estão sendo traídas, por membros do Poder do Estado, a serviço de controladores externos e de organizações criminosas, com evidentes riscos de perda da soberania, urge, que as Forças Armadas cumpram o seu dever institucional, restabelecendo a moral e a legalidade no trato da coisa pública, e reconduzindo o BRASIL ao caminho da JUSTIÇA e da VERDADEIRA DEMOCRACIA, só possível pela imediata autodeterminação político-econômica, através da imposição das IMPRESCINDÍVEIS MUDANÇAS INSTITUCIONAIS, que reintegrarão a Nação esbulhada na posse do País.

Tendo em Vossa Excelência, antes de tudo, um patriota,

Respeitosamente,

UNIÃO NACIONALISTA DEMOCRÁTICA – UND
Antônio José Ribas Paiva
Presidente


São Paulo, 14 de Setembro de 2004

EXMO SR.
GEN

Ref.: “A Missão Institucional das Forças Armadas”

Nação é a cristalização da vontade de um povo, que habita determinado território. Instituídos os exércitos, com poder suficiente para garantir-lhe a soberania, está instituído o país. Foi o que ocorreu em Guararapes! Portanto, as Forças Armadas são a primeira instituição de uma Nação, a Segunda é o País. Existem nações, como os Curdos e os Bascos, que não possuem o seu país, por falta de exércitos suficientes para garantir-lhes a soberania.

Garantida a soberania, é elaborada a convenção (Carta Política, Constituição), estabelecendo-se a forma do Estado, o Regime e o Sistema políticos. Subseqüentemente, a nação estabelecerá o Regramento Legal (legislação ordinária), para garantir a convivência justa e pacífica dos cidadãos.

É cristalino, que a soberania e, portanto, a própria existência do país, depende da capacidade operacional de suas Forças Armadas, para cumprir a missão institucional. Dever, que se for negligenciado, de nada valerão a Constituição e o Regramento Legal.

A Missão Institucional das Forças Armadas é garantir a Soberania Nacional contra os inimigos internos, externos e, inclusive, salvar a Nação de si mesma, se for conduzida ao caos, por demagogos ou controladores externos, ou for traída pelo governo (tráfico consentido de Nióbio) como ocorre no Brasil.

Diante desses fatos irrefutáveis, fica muito claro, que a Missão Institucional das Forças Armadas não pode sujeitar-se à regramentos, que dificultem ou impeçam a sua consecução, devendo elas agir de ofício, sempre que houver risco para a soberania, a critério único de seus comandantes.

Pergunta-se: a quem interessa o “programa” governamental de sucateamento das Forças Armadas e o desarmamento da sociedade?

Certamente, ao crime organizado, imbricado no Poder do Estado, e aos controladores externos dos traidores, que tramam o enfraquecimento da sociedade e das Forças Armadas, objetivando a locupletação dos abundantes e valiosos recursos naturais estratégicos, existentes no Território Brasileiro.

A Soberania do Brasil está em perigo, traída por governantes ambiciosos, que usurpam o poder do cargo, para auferir vantagens pessoais. Diante disso, urge que as Forças Armadas cumpram, de ofício, a sua missão institucional, promovendo, imediatamente a autodeterminação do Brasil, reintegrando a Nação na posse de seus recursos naturais (Nióbio, tântalo, quartzo, urânio, e etc) que, como é do conhecimento de todos os chefes militares, estão sendo contrabandeados, com a conivência de governantes.

Sintomaticamente, dois ex-presidentes tornaram-se banqueiros, um, mais antigo, é dono do Banco Santos, outro, mais recente, é dono do UNIBANCO, instituição financeira, que controla a CBMM de Araxá juntamente com a Multinacional Molicorp e com o Estado de Minas Gerais. Essa mineradora, criminosamente, subfatura cerca de 40 bilhões de dólares, por ano, em exportações de nióbio, traindo a Nação Brasileira, artificialmente mantida na miséria, por políticos e empresários, partícipes dessa trama. Todos incursos no art. 142 do Código Penal Militar!

A defesa da soberania é obrigação de todos os brasileiros. Todavia, o povo, desinformado, está alheio à usurpação de que é vítima, logo, a missão institucional das Forças Armadas, deve ser cumprida, de ofício, imediatamente, porque os políticos já tiveram todas as oportunidades para cumprir o seu dever, mas preferiram o dinheiro fácil da traição.

A profissão militar é o sacerdócio, que agrega o pleno exercício da cidadania aos deveres do guerreiro! Caxias, que nunca tergiversou no cumprimento dos deveres de cidadão e guerreiro, é o exemplo a ser seguido!!

Tendo em Vossa Excelência, antes de tudo, um patriota,

Respeitosamente,

UNIÃO NACIONALISTA DEMOCRÁTICA – UND
Antônio José Ribas Paiva
Presidente


São Paulo, 29 de novembro de 2004

EXMO SR.
GEN

Com as devidas homenagens, cumpre encaminhar a V.Exa., cópia do telegrama enviado ao Exmo. Sr. Ministro da Defesa, requerendo providências contra o contrabando de NIÓBIO, a partir de Araxá – MG.

A defesa da soberania é dever de todos os cidadãos, independentemente de suas profissões, todavia, a responsabilidade do Sr. Ministro da Defesa é maior, motivo pelo qual informamos V.Exa. a respeito do requerido, esperando que o assunto não caia no esquecimento.

A nação vive hoje, cumpre-nos forjar a história, ressaltando, que as providências são urgentes, porque o Brasil perde, diariamente, cerca de US$ 300 milhões de dólares em contrabando de minerais diversos, crime que mantém os Brasileiros, artificialmente, na miséria.

Certo da atenção que o assunto merecerá de parte de Vossa Excelência,

Respeitosamente

UNIÃO NACIONALISTA DEMOCRÁTICA – UND
Antônio José Ribas Paiva
Presidente


São Paulo, 7 de setembro de 2005

EXMO. SR.
GEN EX

Nada justifica, que o crime organizado continue a determinar os destinos da Nação Brasileira.

Ao usurpar o Poder do Estado, para a prática sistemática de crimes, a classe política ROMPEU AS INSTITUIÇÕES desqualificando-se para tratar da Coisa Pública.

Compete aos Segmentos Esclarecidos da Nação, em defesa da Soberania Nacional e da Legalidade, restabelecer as Instituições, através de JUNTA GOVERNATIVA, composta por cidadãos sem vínculos com a Classe Política.

Nesse momento terrível, em que a segurança das Américas está ameaçada, pela narcoguerrilha e pelo terrorismo, cumpre ressaltar, que as Forças Armadas são a Primeira Instituição da Nação Brasileira e o seu único instrumento para a consecução dos seus objetivos.

Tendo em Vossa Excelência, antes de tudo, um patriota,

Respeitosamente

UNIÃO NACIONALISTA DEMOCRÁTICA – UND
Antônio José Ribas Paiva
Presidente


São Paulo, 25 de fevereiro de 2008

Exmo. Sr.
GEN EX

Os fatos noticiados pela mídia, sobre os descalabros da administração pública, nos Três Poderes e níveis, evidenciam a possibilidade concreta de Vácuo Político Institucional, a ocorrer em curto prazo no Brasil.

A relativização do Poder do Estado é o sintoma mais visível da sua desagregação.

As favelas, periferias, assentamentos e acampamentos de sem-terras, indiscutivelmente, são “zonas liberadas”,da guerrilha e do crime comum onde o Poder do Estado não se opera, é relativo ou, pior, partícipe.

Portanto, a ocorrência de um “Vácuo Político Institucional” é um cenário que pode concretizar-se a curto ou médio prazo.

A reversão dessa expectativa é quase impossível, porque a classe política estimula os guetos de poder, que contribuem para a relativização do Poder do Estado. O próprio processo político-eleitoral está instrumentado pelo crime organizado (associação de criminosos com membros do poder do Estado), que financia campanhas eleitorais, para garantir imunidades.

Prova disso é o chamado “caixa dois”, que permeia todas as campanhas políticas, principalmente as majoritárias.

Ao conceder imunidades a grupos guerrilheiros, travestidos de “movimentos sociais”, o próprio governo pratica Terrorismo de Estado contra a sociedade, acelerando a desestruturação do Estado, que é o Vácuo Político Institucional. É o desconstrutivismo marxista em andamento, é o quarto elemento sendo lançado contra a sociedade, como ocorrido em São Paulo, em 15 de maio de 2006.

No caso das invasões de terras, estimuladas pelo Governo, é nítida a inversão de valores, porque as vítimas são equiparadas aos agressores pelos órgãos de segurança, os quais, eufemisticamente, rotulam os crimes como “luta pela terra”. Os ladrões de bancos também gostariam de ser tratados como integrantes de “movimentos de luta pelo dinheiro alheio”, porque, de certa forma também objetivam a “socialização da propriedade e a distribuição de renda”. É a politização do crime como fator de distribuição de renda.

As imunidades concedidas à guerrilha rural no Brasil, configuram guerra assimétrica contra as vítimas e evidenciam a insegurança jurídica, que é mãe do caos. É a desestruturação do processo de produção de comida para inviabilizar o abastecimento e acelerar o desconstrutivismo marxista.

Os segmentos esclarecidos da sociedade precisam organizar-se, para evitar o caos e garantir a democracia, que é a segurança do direito natural.

A antecipação da ação é a única maneira de sobrestar ou mesmo impedir a desagregação do Estado. Quanto mais tardia a intervenção da sociedade mais demorada e cara será a reconstrução do País.

Os estudos de cenários possibilitam a antecipação da ação, e precisam ser realizados por grupos com conhecimento e experiência multidisciplinar, para garantir o amplo espectro das previsões e sugestões.

Senhor General o Brasil está em perigo! Os segmentos esclarecidos da sociedade, civis e militares têm o dever (art. 144 CF) de preservar a ordem pública, que é o patrimônio jurídico mais importante para a sociedade, depois da soberania.

Com o devido respeito, submetemos nossas preocupações aos áureos suplementos de Vossa Excelência, colocando-nos à disposição para eventuais esclarecimentos,

Respeitosamente,

UNIÃO NACIONALISTA DEMOCRÁTICA – UND
Antônio José Ribas Paiva
Presidente


São Paulo, 14 de julho de 2009

Exmo. Sr.
Gen. Ex.

A União Nacionalista Democrática, nome atual do Grupo das Bandeiras, fundado por civis e militares em outubro de 1992, vem apresentando análises sobre os inimigos reais do Brasil, há mais de 12 anos.

Nossos estudos e análises estão confirmados pelo DVD anexo, que chegou às nossas mãos recentemente. Causa espécie, a identidade das nossas analises com o documentário americano.

O filme, apresentado por historiadores, artistas e intelectuais americanos, de renome internacional, evidencia a existência de um Governo Mundial Secreto, composto por 125 bilionários (Clube Bilderberg, CFR, Comissão Trilateral e etc).

O trabalho da UND, contudo, é mais profundo, porque demonstra através da coletânea de analises “O Fio da Meada”, que os BILDERBERGUERS são coordenados pelo Banco “Rothschildt and Sons”, que há 270 anos são os “controlers” financeiros para o “Poder Real”, que são as Monarquias Européias: Inglesa, Holandesa, Belga, Espanhola, Nórdicas e os principados.

O Fio da Meada evidencia, que os “Bilderberguers” chefiados pelos Rothschilds, vêm empreendendo guerra comercial de 5ª geração, contra a Nação Brasileira e outros países alvo de seus interesses egemônicos.

A síntese do Poder Mundial Real é a seguinte:
1- controlador
2- agentes conscientes (lideranças político partidárias)
3- agentes inconscientes

Seus instrumentos de dominação são: ideologias (todas), terrorismo e diferenças regionais de toda sorte.

A guerra permanente, de 5ª geração, travada contra o Brasil, pelo poder real, não foi detectada como ameaça por nossas Forças Armadas, porque o “campo de batalha” é difuso e extrapola os limites da formação militar, não só brasileira como mundial.
A formação militar trata preferencialmente de guerra convencional de primeira geração indo até guerra de terceira geração. Atualmente, a guerra assimétrica, de 4ª geração está sendo estudada, de forma acadêmica, pelos cursos de Estado Maior. Mas, a guerra que nos vitima, repita-se, é de 5ª geração!

Diante das provas irrefutáveis da Ação Globalista, que governa o Brasil através de sua classe Política, impõe-se, data venia, a adoção de uma nova política de defesa nacional, pelas FFAA em conjunto com os demais segmentos esclarecidos da sociedade, cuja experiência multidisciplinar não pode ser ignorada.

Considerando-se a quase invencibilidade do Governo Secreto Globalista, a estratégia da nova política deve prever, pelo menos, a neutralização de suas ações no Brasil, buscando-se, por todos os meios, a autodeterminação da nação Brasileira, estabelecendo-se estratégias e mecanismos, que perenizem nossa independência, equacionando-se sempre, que a classe política, que governa o Brasil através da Política Partidária, não merece confiança, nem pode compartilhar informações porque representa os interesses do Governo Real (Globalista) para “encoleirar” a nação.

A criação do Ministério da Defesa e a tentativa de politizar as FFAA através da END, são exemplos de mecanismos de consolidação dos interesses dos Controladores Externos, dos nossos governantes.

A aparente falta de antagonismos ao Brasil é ilusória.

No momento em que o inimigo real perceber a reação das Forças Patrióticas seremos atacados de todas as formas.

Não resistir à guerra comercial é trair a pátria.

Todos os que sabem e podem, devem reagir ao inimigo real!

Ao dispor para os esclarecimentos necessários e tendo em V. Exa. um patriota,

Respeitosa e fraternalmente.

UNIÃO NACIONALISTA DEMOCRÁTICA – UND
Antônio José Ribas Paiva
Presidente

O FIO DA MEADA XVII NIÓBIO E SEGURANÇA NACIONAL

O Jornal “Folha de São Paulo”, no dia 05 de novembro, noticiou que

“LULA passou o final de semana em Araxá em casa da CBMM do Grupo Moreira Salles e da Multinacional Molycorp… A Companhia exporta 95% do Nióbio que retira de MG e é a maior exploradora do metal do mundo. Por meio de uma ONG a empresa financiou projetos do “Instituto Cidadania”, presidido por LULA, inclusive o “Fome Zero”, que integra o programa de governo do presidente eleito.
(Folha de São Paulo de 05/11/02, pg. “A” 4.)

A matéria obriga à reflexão, porque evidencia a aliança anterior às eleições presidenciais entre um político, supostamente de esquerda, e uma multinacional, que de acordo com os dados do I.B.G.E, da Secretaria do Comércio Exterior e da “CPRM” subfatura exportações de nióbio, causando prejuízos anuais de bilhões de dólares americanos ao Brasil.

O raciocínio é simples: o Brasil, considerando as reservas de São Gabriel da Cachoeira – AM, não computadas pelo DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), detém 98%(noventa e oito por cento) das reservas mundiais exploráveis de nióbio. O mundo consome anualmente cerca de 40.000 toneladas do minério, totalmente retiradas do Brasil (dados de 1.999).

Como os valores das exportações desse estratégico minério não aparecem no balanço comercial, que acusa insignificantes 240 milhões de dólares, conclui-se que há subfaturamento de exportações de nióbio da ordem de bilhões de dólares americanos.

Os preços do nióbio, cotados na Bolsa de Metais de Londres (50 libras esterlinas o quilo), são meramente simbólicos, porque o Brasil é o único fornecedor mundial, portanto, quem deveria determinar o preço é o vendedor (mercado do vendedor). Mal comparando, nióbio a 50 libras o quilo é o mesmo que petróleo a três dólares o barril. No caso do petróleo, a OPEP estabelece o preço do mineral, equilibrando os interesses dos consumidores e produtores, porque o preço do petróleo é uma “questão de Estado”. O mesmo não ocorre com o nióbio; absurdamente, quem estabelece o preço de venda do produto são os compradores, em conluio com as empresas que exploram o minério no Brasil e que nessa ação deletéria contam com a conivência “oficial”, de políticos cujas campanhas e “projetos” financiam. Tanto os preços de venda como as quantidades exportadas são subfaturadas, há décadas.

Os dados sobre o nióbio fornecido pelo DNPM estão eivados de vício, porque tanto as quantidades do minério quanto os preços apontados pelo departamento são subfaturados, fornecidos pelos próprios interessados, da conspiração Araxá/Catalão.

Uma fração dos valores e quantidades reais do nióbio “exportado” seria suficiente para erradicar a subnutrição da população carente, e livrar o Brasil da desfavorável condição de devedor, além de financiar o desenvolvimento.

Estados Unidos, Europa e Japão são 100%(cem por cento) dependentes das reservas brasileiras de nióbio, minério que é tão essencial como o petróleo, só que muito mais raro.

Sem nióbio não existiria a indústria aeroespacial, de armamentos, de instrumental cirúrgico, de “gilete azul”, de ótica de precisão e etc. Os foguetes não iriam à lua e os vetores atômicos transcontinentais seriam ficção científica, assim como a “Guerra nas Estrelas” dos americanos.

Ora, se por petróleo as potências vão à guerra, imagine-se o que não fariam para garantir o nióbio grátis, que retiram do Brasil, com a complacência de governantes, cujas campanhas políticas e projetos são previamente financiados.

O governo que finda tentou “privatizar” as reservas de nióbio “a céu aberto”, de São Gabriel da Cachoeira – AM, em outubro de 1.997, pelo miserável “preço mínimo” de R$ 600.000,00(seiscentos mil reais), quando a avaliação da CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais) é, pasme-se, 1 trilhão de dólares americanos (Fio da Meada V e VII – Revista Carta Capital de 19/3/97, pg. 70/72)”

Tudo isso comprova, irrefutavelmente, que existe uma conspiração internacional antiga, para espoliar o Brasil de seus minérios, que impede o acesso da Nação Brasileira às riquezas do seu território. É o paradoxo do povo pobre de país riquíssimo.

A intimidade de vários governos com a “Conspiração de Araxá” (Collor já era assíduo freqüentador da cidade), sinaliza que a estrutura político-institucional vigente é incompatível com a autodeterminação do país. O “tratamento VIP” (segundo a Folha de São Paulo) dispensado a Lula e ao seu vice, em Araxá, bem como os financiamentos que sua campanha presidencial e seus “projetos” mereceram, são exemplos marcantes dessa falha institucional.

Evidenciando a “conspiração Araxá”, Lula, após hospedar-se na CBMM, reuniu-se com governadores do PSDB, em Araxá, entre os quais Aécio Neves – MG, cujo tio, Gastão Neves é a “eminência parda” dos minérios no Brasil.

“ARAXÁ – Foi produtiva a primeira reunião de trabalho do presidente eleito, Luis Inácio Lula da Silva, com os 7 novos governadores do PSDB, ontem em Araxá. Os governadores de sete Estados (SP, MG, CE, PB, PA, GO e RO) acenaram com proposta de parceria e apoio de suas bancadas no Congresso para aprovar propostas de interesse do futuro governo, com a que mantém a arrecadação nos níveis atuais, sem reduzir de 27,5% para 25% a alíquota do imposto de renda pessoa física.
Me senti numa reunião de amigos, diz o Presidente eleito”.
(O Estado de São Paulo – 26/11/2002).

Lula pode até não esposar a ideologia esquerdista, mas o seu partido objetiva estatizar a economia através do confisco tributário, ação que conta com a complacência do Poder Judiciário, que depende do aumento da arrecadação para custear os seus orçamentos. É o mesmo processo comunizante aplicado na Romênia em 1947/48. Todo esse retrocesso histórico poderia ser evitado observando-se os erros de países que viveram essa amarga experiência político-econômica e adotando-se os acertos das economias capitalistas, principalmente, aproveitando-se, adequadamente, o potencial de recursos naturais do território brasileiro, ao invés de exaurir a população e as empresas com impostos e juros escorchantes.

Por outro lado, se o Brasil receber pelo nióbio que é contrabandeado e subfaturado pelos exportadores, poderá autofinanciar o seu desenvolvimento sem dívidas, garantindo empregos, renda, alimentação e oportunidades a todos os brasileiros. Nessa medida, o programa “Fome Zero”, cujos “estudos” foram financiados pela CBMM, não passa de manobra diversionista da “CONSPIRAÇÃO ARAXÁ”, com claro objetivo de manter a dominação do NIÓBIO, a custa de outros segmentos econômicos e sociais brasileiros, que serão demonizados e tributados, ao exaurimento, pelo governo supostamente esquerdizante do PT, que já demonstrou, com a “aliança ARAXÁ”, que está a serviço de interesses transnacionais. O mesmo pode-se dizer do MST (apêndice guerrilheiro do PT) que está a serviço do agronegócio internacional e tem como missão desestabilizar o agronegócio no Brasil, país com vocação agrícola e mineral insuperável.

Essas estratégias não são novidade histórica. O Império Britânico, por exemplo, ganhou a “guerra fria” contra a Rússia Czarista, pelo domínio da Ásia, financiando a Revolução Bolchevic de 1.917. O único caminho para a nação brasileira é autodeterminar-se, reintegrando-se na exploração dos seus recursos.

O subsolo é propriedade da UNIÃO FEDERAL, os recursos minerais estão sendo desviados, em detrimento do interesse nacional, logo, o governo federal, por dever de ofício, deverá encampar a comercialização e a exportação do nióbio, ficando a cargo das mineradoras apenas a extração e a transformação do minério, remunerando-se-as, pelos mesmos preços que praticam atualmente.

Coordenando as exportações de NIÓBIO, terras raras e outros minérios (quartzo), a administração federal poderá alavancar as exportações brasileiras, para a Europa, E.U.A. e Japão que são os maiores mercados mundiais em poder aquisitivo. Utilizando, adequadamente, suas potencialidades minerais, como “moeda de troca”, o Brasil poderá exportar, rapidamente, 300 bilhões de
dólares anuais e importar 250 bilhões, por exemplo, criando empregos e fortuna na mesma proporção.

Partindo-se da premissa que o aprimoramento institucional é um processo de outorga, é imprescindível que os brasileiros responsáveis dediquem toda a sua capacidade, na busca de soluções, que adequem as instituições à preservação dos interesses nacionais.

São Paulo, 28 de novembro de 2002

GRUPO DAS BANDEIRAS
Antônio Ribas Paiva
Presidente

O FIO DA MEADA XVI “A FRAGILIDADE INSTITUCIONAL”

Os fatos recentemente ocorridos em Caracas, onde a turba promoveu saques e depredações, sem que a polícia ou o exército tivessem condições de proteger a população e seu patrimônio, devem ser analisados e transpostos para a realidade brasileira.

Em São Paulo, por exemplo, existem milhares de favelados oriundos de todos os rincões do Brasil, pessoas sem especialização profissional, com sérias dificuldades para colocar-se no mercado de trabalho.

O desespero dessa gente, aliado ao seu despreparo intelectual, torna-os alvo fácil de demagogos e militantes de ideologias radicais, como ocorre na Venezuela.

Devidamente mobilizados, os favelados formam um exército temível em manifestações, contra ou a favor, daquilo que interesse, em dado momento, aos agitadores profissionais. Não é impossível, que 1 milhão de favelados concentrem-se na Av. Paulista, por exemplo, e promovam depredações, saques e até violência física contra transeuntes, trabalhadores ou moradores.

No Rio de Janeiro a situação é mais terrível, porque as favelas estão em morros que rodeiam a cidade e, os favelados, mobilizados por lideranças e agitadores, poderão não só concentrar-se em determinados pontos, promovendo depredações, saques e mortes, como terão a parte baixa da cidade à sua mercê, como ocorreu em Caracas, na deposição de Chaves, quando os seus “partidários” atiraram nos passantes a partir de seus prédios.

A lógica evidencia que seria, praticamente, impossível controlar 1 milhão de pessoas, tomadas pela violência, na Av. Paulista ou no Centro de São Paulo sem um verdadeiro massacre, que desestabilizaria qualquer governo, de qualquer matiz ideológico. A vulnerabilidade institucional pode agravar-se com a desmilitarização das Policias Militares, que são tropas experientes na contenção de distúrbios.

Nas outras Capitais o problema é o mesmo, variando, apenas, em intensidade. Mas, nenhuma força armada teria condições de sufocar a violência desencadeada por multidões furiosas, em várias Capitais, ao mesmo tempo. Esse cenário possível, seria agravado pelo terrorismo no campo, orquestrado pelo MST e seus congêneres, que sabotariam pontes, estradas, hidrelétricas, linhões de transmissão de eletricidade, além de provocar o desabastecimento dos centros urbanos, com a participação de terroristas de países vizinhos (FARC, F.Manoel Rodrigues, MIR, Sendero, cubanos, Tupac-Amaru), que já operam livre e impunemente em território nacional.

O colapso de qualquer regime ocorreria em questão de horas, porque os segmentos mais esclarecidos e responsáveis da sociedade não têm organização, treinamento ou disposição para enfrentar, pessoalmente, a baderna e as forças do Estado não seriam suficientes para resolver o problema.

É importante lembrar, que os ideólogos do terror, que controlam a mobilização da turba, estão unindo todos os movimentos no mesmo objetivo. Já ocorreram “manifestações” conjuntas de “sem teto” e “sem terra” e o governo anunciou que vai incluir detentos na reforma agrária, fato gravíssimo, que reforça a falange terrorista (PCC, Comando Vermelho). Os movimentos pelos “direitos humanos” integram essa orquestração sinistra, defendendo, na prática, a politização do crime como fator de distribuição de renda.

Levando-se em consideração que as Forças Armadas, vitimadas por doutrinas externas, têm sido estranguladas em sua operacionalidade com a redução inexorável do seu orçamento, é muito provável que as forças contrárias aos interesses do Brasil já estejam agilizando a tomada do poder, a partir do caos. É a estratégia de Catilina, que quase tomou o Império Romano há dois mil anos.

A única opção de defesa contra o levante “Spartaquista”, seria a antecipação da ação das forças de segurança, para bloquear a mobilização das favelas e da guerrilha rural, neutralizando as lideranças, nacionais e estrangeiras, envolvidas no processo.

Para garantir a antecipação da ação, sempre que necessário, é imprescindível um intenso e constante trabalho de coleta, classificação e análise de informações, que devem estar sempre atualizadíssimas, sem o que, os terroristas vencerão e o território brasileiro poderá esfacelar-se, como pretendem os inimigos comerciais e ideológicos do Brasil.

O trabalho de inteligência tem que ser homogêneo em todo o território nacional, com eventuais incursões no estrangeiro, portanto, apenas as Forças Armadas estão em condições de empreendê-lo com a eficiência necessária para propiciar a antecipação da ação.

Tudo indica, que a ação terrorista está em andamento e poderá ser deflagrada a qualquer instante, com apagões e atentados, ensejando golpes e contragolpes, portanto, o trabalho de inteligência precisa ser intensificado ou o Brasil será vítima da falta de previsão.

São Paulo, 23 de abril de 2002

Associação dos Usuários de Serviços Públicos
Antônio José Ribas Paiva
Presidente

O FIO DA MEADA XV “CRIME ORGANIZADO – CONCEITOS E MECANISMOS”

A ética do capital é o lucro. O contrário é crime falimentar. Considere-se, ainda, que é direito natural de cada um querer o melhor para si. O que impede, que alguém se aproprie de tudo, ou que o capital predomine sobre o interesse público, são instituições sólidas, nítidas, adequadas para o convívio social e dotadas de mecanismos, que possibilitem seu constante aprimoramento.

Determinada sociedade pode evoluir e atingir elevados índices de aprimoramento institucional, todavia, como as instituições são contidas por fronteiras territoriais, esse país sempre estará vulnerável às incursões do capital transnacional apátrida, que obedece somente à ética do lucro, advindo de operações legais ou ilegais, e não respeita fronteiras. O volume de capital reciclado é tão grande que os investidores transnacionais não podem “dar-se ao luxo” de investir apenas em operações legais. Por isso, o crime organizado está a seu serviço.

O capital transnacional é amoral como as armas, tanto pode proteger, como destruir, dependendo dos objetivos de seus controladores. Caso as instituições do território alvo impeçam ou dificultem a consecução dos seus objetivos, todo o poder será usado para fragilizá-las. A corrupção resultante, esgarça a malha institucional, abrindo espaço para a ação do crime organizado. A violência é mera conseqüência desse processo.

A escalada da violência ocorre em razão de dois fatores: o desinteresse dos governantes em coibi-la e a associação sinistra dos criminosos com membros do poder do Estado. Exemplo disso é a polícia de trânsito, que chega a ser quase onipresente, porque arrecada, ao passo que a polícia responsável pela segurança do cidadão, limita-se a registrar ocorrências, prestando-se, apenas, a garantir os membros do poder.

O Brasil, mais do que agrícola, é um país mineral. Suas fronteiras, conquistadas pelos Bandeirantes de São Paulo, abrangem 8.500.000 km², considerando-se, ainda, um mar territorial rico em biodiversidade, minérios, petróleo e gás, sua população de 190 milhões e suas riquezas minerais e agrícolas, são condições básicas para qualquer país tornar-se potência mundial, ou seja, possuir recursos naturais, território amplo e mercado interno. Somente cinco países preenchem esses requisitos e o Brasil é um deles. Devido a isso, desde o descobrimento da Ilha de Vera Cruz, o capital dominante vem procurando fragmentar o território brasileiro. O Tratado de Tordesilhas é exemplo disso! Afora as inúmeras invasões e movimentos separatistas enfrentados pelos naturais da terra.

Alvo de incursões constantes, o povo brasileiro vem defendendo-se, como pode, de piratas e invasores, franceses, espanhóis, holandeses, jesuítas, ingleses e outros quetais. Todo esse esforço embarga o desenvolvimento do país, que carece de mecanismos adequados para defender-se e ao mesmo tempo garantir o progresso. Por quinhentos anos, o país vem sendo mantido no subdesenvolvimento, em razão da influência nefasta de bucaneiros internacionais, que a todos corrompem. O resultado é a pobreza do povo em gritante distonia com a riqueza do território.

A única possibilidade de sucesso do povo brasileiro, nessa luta surda contra os inimigos nas sombras, é a autodeterminação, o nacionalismo democrático. Somente assim, a sociedade brasileira poderá usufruir das riquezas do seu território.

A humanidade sempre conviveu com dois mundos, o do poder, que é o mundo real, onde estão às pessoas que fazem as coisas acontecerem, e o mundo virtual, habitado pelo grande rebanho do comum dos mortais, que sustenta o poder com o seu sangue, carne, couro e ossos, geração após geração.

O poder vive da desinformação do grande rebanho, que se entretêm pastando, tentando satisfazer suas mínimas necessidades, quando o permitem os seres do mundo real. Para romper essa “tensão superficial”, impõe-se a desmistificação de conceitos, único caminho que leva à participação do cidadão no processo de aprimoramento institucional.

Nos últimos 4000 anos o poder continua imutável, tendo apenas aprimorado a sua apresentação pública. Sua divisão tripártide, em nações de instituições fracas, como o Brasil, somente torna difusa a cobrança de responsabilidades. Nesse quadro, o povo não tem um “castelo” visível para cobrar iniciativas, tornando-se presa fácil do binômio crime organizado – poder público.

Aproveitando-se desse quadro difuso, os habitantes do mundo real provocam a luta de classes e promovem o crime organizado, tanto para lucrar, como para estabelecer válvulas de escape para a “panela de pressão” social. É a politização do crime como fator de distribuição de renda!

O crime organizado é a sinistra associação de criminosos com membros do poder público, que garantem o sucesso das operações criminosas. Sem a participação de membros do poder do Estado, o crime não se organiza.

No Brasil, infelizmente, a associação sinistra vai da sarjeta aos altos escalões da República, nos três poderes. É possível, que o mesmo ocorra em outros países, talvez de maneira mais sutil.

O crime organizado impôs ao Poder Público o desarmamento da sociedade, porque 80% (oitenta por cento) do tráfico de drogas depende de pequenos crimes, que sequer integram as estatísticas, porque as vítimas preferem não fazer ocorrência policial. Esse estratagema, do crime e seus aliados no poder, protege os agentes do tráfico, que se livram da imprescindível reação armada da população.

A “lei” do tráfico é o extermínio dos viciados e pequenos traficantes inadimplentes. Como o comércio de drogas depende dos pequenos crimes, o tráfico impôs a sua “lei” à sociedade, determinando a chacina das vítimas de assaltos, que tentam reagir, que tentam fugir ou, simplesmente, se assustam. Em razão disso, é que várias moças e senhoras, indefesas, foram friamente executadas por ladrões. De forma implacável, o crime organizado submete a sociedade aos interesses do tráfico pelo terror.

Os exemplos, abaixo destacados, dão uma tênue noção da atuação do poder – crime:
I – Os funcionários que controlam o estacionamento de veículos nas ruas (zona azul), praticam extorsão contra os motoristas, vendendo cartões a “preço de ouro”, sob ameaça de multa.
II – Os operários que fazem manutenção nos semáforos provocam congestionamentos para ganhar propina dos ambulantes, pedintes e ladrões que operam nos cruzamentos.
III – Os donos de estacionamentos de automóveis pagam propinas para que o Departamento de Trânsito proíba o estacionamento na via pública.
IV – A fiscalização por radares está sendo terceirizada, transformando as ruas e avenidas em verdadeiros caça níqueis, tanto para o tesouro como para os governantes, que transferiram, ilegalmente, o poder de polícia a empresas particulares para participar da “arrecadação”.
V – Governantes “privatizam” estradas para exaurir a sociedade com pedágios, ao mesmo tempo em que lucram participando das privatizações através de testas de ferro.
VI – Muitos policiais rodoviários extorquem motoristas e permitem o livre tráfico de drogas, armas, produtos sem nota, veículos roubados e etc.
VII – Os “patrões” (chefes) das favelas e bolsões de pobreza da periferia das cidades, enviam seus “soldados” para roubar, seqüestrar, matar, traficar e extorquir, durante o dia; à noite, retornam com a “féria”, que o patrão divide com policiais, que repassam parte da propina aos escalões superiores, num “sistema” capilarizado.
VIII – O jogo de números acumula capitais, com a proteção de governos estaduais, que há muito não prendem bicheiros. O capital acumulado com a contravenção é lavado em empresas legais e também aplicado no financiamento do tráfico de drogas e armas e em outras operações criminosas.
IX – Policiais participam do roubo de cargas nas estradas, ou dão cobertura às quadrilhas. A mercadoria é vendida aos grandes atacadistas e varejistas, com notas frias, com acobertamento de membros das Secretarias de Fazenda.
X – Membros do Governo Federal protegem interesses de banqueiros, com prejuízo da economia produtiva. Além disso, associam-se a financistas para lucrar com informações privilegiadas em pacotes econômicos e flutuações cambiais.
XI – Integrantes do Governo Federal mancomunam-se ao capital transnacional apátrida para doar empresas estatais e concessionárias de serviços públicos, criando mercados cativos e exaurindo a sociedade com aumentos abusivos dos preços das tarifas.
XII – Em defesa do corporativismo, juízes, promotores e delegados de polícia, fazem aprovar parentes e amigos nos concursos, estabelecendo guetos de poder. Além disso, mantém os seus quadros reduzidos para concentrar o poder que desfrutam, em detrimento do interesse público.
XIII – Membros do Legislativo leiloam seus votos, sem qualquer preocupação com o interesse público, coadjuvando os outros Poderes na obtenção de vantagens ilícitas, que comprometem a segurança nacional. Várias campanhas eleitorais, majoritárias e proporcionais, são financiadas pelo crime organizado, que atualmente está totalmente embricado no poder do Estado.
XIV – Mineradoras multinacionais e potências internacionais promovem o contrabando de minérios estratégicos (Nióbio, Quartzo, Titânio, Tântalo, etc),
fraudando o fisco e a economia, que fica privada desses valores, com o beneplácito das autoridades governamentais.
As “modalidades” do crime organizado são infindáveis, porque o crime está embricado em todos os níveis do Poder Público. Haja vista que as autoridades nunca se referem ao crime organizado em suas justificativas públicas, procurando passar para a sociedade a idéia que a violência tem apenas raízes sociais e econômicas, quando, na realidade, tudo ocorre por omissão e comissão dos próprios membros do poder do Estado.

Por desinformação da sociedade, o crime ramifica os seus tentáculos, protegido pela falsa democracia brasileira, que é via de mão única. O povo está sempre na contramão.

A reação da sociedade contra o Crime/Estado deve começar pelos grupos conscientes, que precisam travar a queda de braço com o poder-crime para, estancar sua ação deletéria e, concomitantemente, promover o aprimoramento institucional, cujo mecanismo mais importante é a participação da sociedade na fiscalização do exercício do poder, através de corregedorias colegiadas.

O processo eleitoral é insuficiente, isoladamente, para preservar o interesse público. Outros mecanismos participativos precisam ser desenvolvidos. As reformas necessárias podem concretizar-se pela força (Revolução, Golpe de Estado) ou democraticamente, num processo evolutivo mais demorado, sujeito a “marchas e contramarchas”.

Todo aprimoramento institucional passa, necessariamente, primeiro, pelo Poder Judiciário. Assim, caso a sociedade consiga participar das corregedorias de Justiça, o primeiro grande passo estará dado, porque o Judiciário decide as lides públicas e privadas.
Fortalecido, pela participação da sociedade, estará mais apto a promover a prestação jurisdicional e a garantir a consecução dos objetivos nacionais.

A participação da sociedade nas corregedorias dos órgãos públicos, é imprescindível para aprimorar as Instituições, porque ninguém pode ser juiz de si mesmo no trato da coisa pública!!

O crime organizado, instrumentado pelo capital transnacional, é um inimigo invencível, à espreita de todas as oportunidades de lucro. Resta, à sociedade, por seus segmentos mais esclarecidos, conscientizar-se do problema para, conhecendo o inimigo, estabelecer mecanismos de defesa que neutralizem sua ação.

BRASIL ACIMA DE TUDO!

São Paulo, 31 de março de 2001

OBS.: Como 80% (oitenta por cento) do tráfico de drogas no Brasil depende de pequenos e constantes crimes, o Governo Federal resolveu desarmar a população para submetê-la ao crime.

O “referendo” do dia 23 de outubro próximo, é manobra governamental em favor do crime! Desarmado, o cidadão ficará a mercê do crime e do poder de governos criminosos.

O organograma anexo explica a ação do governo para desarmar os cidadãos: O governo formal é mera força de sustentação do governo real (controlador). O crime é apenas o quarto elemento de apoio ao Controlador.

As forças armadas precisam cumprir a sua MISSÃO INSTITUCIONAL, que lhes foi outorgada pela Nação Brasileira, salvando-a do governo do crime, sob pena de ficarem reduzidas a meros janízaros do crime.

São Paulo, 12 de outubro de 2005

ANTÔNIO JOSÉ RIBAS PAIVA
GRUPO DAS BANDEIRAS
Presidente

O FIO DA MEADA XIV “GOLPE DE ESTADO – JUDICIÁRIO E O MST”

A complacência de alguns magistrados e promotores com os crimes praticados pelo MST e congêneres evidencia a ruptura institucional vigente, porque o Poder do Estado está sendo instrumentado por autoridades a serviço de ideologias e alguns segmentos da sociedade em detrimento de outros.

Uma decisão judicial, na região do Pontal do Paranapanema em São Paulo, acolheu a impugnação ao valor da causa, feita pelo MAST (Lino de Macedo) em ação de Interdito Proibitório, ajuizada pelo pecuarista Luiz Antônio de Barros Coelho, cuja fazenda está ameaçada de invasão pelo MAST (similar ao MST), propriedade essa que foi invadida e depredada diversas vezes, sem que o estado protegesse o cidadão contra o vandalismo.

O Magistrado da Comarca de Presidente Epitácio considerou como valor da ação, para efeito de pagamento de custas, o valor da propriedade, R$ 944.980,00 (novecentos e quarenta e quatro mil novecentos e oitenta reais), onerando o pecuarista, que deverá pagar cerca de R$ 10.000,00 (dez mil reais) de custas, dificultando, sobre maneira, a prestação jurisdicional.

Esta é a nova tática de terrorismo administrativo das Ligas Camponesas, com o apoio de membros do Ministério Público, da Procuradoria do Estado e, o mais grave, do Judiciário Paulista.

No caso em tela, o valor da ação correto é muito menor, porque o direito a tutelar é a posse, que é apenas um dos institutos da propriedade plena (posse, domínio e usufruto), fato não ignorado pelo Magistrado. A vítima (o produtor de alimentos), está sendo penalizado pelo agente do Estado, a pedido do criminoso, em prejuízo da Ordem Pública que é o patrimônio jurídico mais importante para a sociedade, porque de sua preservação depende a vida dos cidadãos.

Evidencia-se o andamento de Golpe de Estado de Esquerda, porque elementos estão usurpando o poder, que exercem na estrutura do Estado, para favorecer a guerrilha rural, garantindo-lhe imunidades para a sistemática pratica de delitos, atitude que consubstancia o Terrorismo de Estado.

O apoio à guerrilha é crime contra a segurança nacional, porque coloca em risco a incolumidade pública, a segurança do direito, a produção agropecuária, o emprego e as próprias instituições democráticas.

O artigo primeiro, não revogado, da lei de segurança nacional, atribui a todos os indivíduos, a defesa da segurança nacional, portanto, é imperioso que as autoridades isentas, tomem providências para impedir o Golpe de Estado, que está sendo perpetrado pelos movimentos e partidos de esquerda no Brasil, instrumentados por controladores externos, a serviço da City de Londres.

São Paulo, 14 de março de 2000

ANTÔNIO JOSÉ RIBAS PAIVA
GRUPO DAS BANDEIRAS
Presidente

OBS.: Apesar da simpatia ideológica e da conivência de setores do Judiciário e do Ministério Público, o MST perdeu apoio internacional à sua ação terrorista, contra os produtores rurais, por dois motivos: primeiro porque a segurança alimentar do “Primeiro Mundo” depende da nossa produção e segundo porque o agro negócio, que garantiu o superávit de 40 bilhões de dólares ao balanço comercial, garante o pagamento dos juros e da dívida externa brasileira.

Ao MST restou apenas o seu cunho terrorista, como exército do “Foro de São Paulo” coordenado por Hugo Chaves.

São Paulo, 12 de outubro de 2005

ANTÔNIO JOSÉ RIBAS PAIVA
GRUPO DAS BANDEIRAS
Presidente

O FIO DA MEADA XIII “CRIME CONTRA A SEGURANÇA NACIONAL”

No início da década de 80, a região do Pontal do Paranapanema, liderada por Presidente Prudente, vivia intenso progresso econômico em razão de sua vocação natural para a pecuária de corte.

As terras arenosas do Pontal não se prestam para a agricultura, porque a aração constante provoca erosão. Esta dificuldade foi contornada pelos ruralistas locais, com a exploração pecuária extensiva, que protege o solo com o capim. Portanto, não deveria haver interesse do governo em promover a reforma agrária no local, até porque, sua exploração agrícola intensa causará prejuízos irrecuperáveis ao solo e provocará o assoreamento da represa da usina de Itaipú. Porém, para infelicidade dos seus habitantes, a região é estratégica para o MST, por situar-se na fronteira de três Estados da União – São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul – além de ser próxima à fronteira com o Paraguai. Na área estão instaladas várias usinas hidrelétricas, de sorte que o seu controle é fundamental para movimentos terroristas.

A riqueza do Pontal impedia a sua desestabilização econômica, condição necessária para a ação conjunta do MST e do INCRA, uma vez que suas propriedades rurais, estabelecidas há mais de 50 anos, eram inexpropriáveis para fins de reforma agrária, por atingir elevados índices de ocupação e produtividade (art. 185 da Constituição Federal). Diante disso, os inimigos da economia privada dedicaram-se a encontrar novos caminhos para a concretização dos seus propósitos.

Nos anos oitenta, presidia a República José Sarney e governava São Paulo André Franco Montoro. O primeiro prometera fazer a reforma agrária para provocar a luta de classes e fortalecer-se no poder, pois havia preenchido, ilegalmente, o vácuo causado pela morte de Tancredo Neves. O segundo, de formação ideológica à esquerda, era favorável a socialização do campo. Esta conjugação política desfavorável decretou a decadência econômica do Pontal do Paranapanema!

Para viabilizar a desestruturação fundiária no Pontal do Paranapanema, membros da Procuradoria do Estado de São Paulo e do Ministério Público Estadual, militantes de ideologias espúrias, planejaram lançar dúvidas sobe a cadeia dominial das fazendas da região.

Ressuscitaram antigas ações discriminatórias para convencer a opinião pública que as terras de quase todo o Pontal do Paranapanema seriam devolutas. Com base nesse artifício, Montoro, criminosamente, confiscou uma fazenda modelo, nela alojando o MST. Como era impossível desapropriar as fazendas para reforma agrária, o Governo do Estado resolveu o “impasse” destruindo o domínio das propriedades. Mas, ainda havia uma barreira: mesmo sem indenizar as terras, rotuladas de devolutas, era necessário pagar aos fazendeiros suas benfeitorias, e não havia dinheiro para isso. A solução de Montoro, para quebrar a resistência dos produtores rurais e exaurir-lhes os recursos para custear demandas judiciais, foi promover o terrorismo, em todo o Pontal, usando o MST, para invadir e destruir as fazendas. Desde então, de forma covarde, sistemática e criminosa, os governos de São Paulo, desde Montoro até Covas, vêm sustentando a ação criminosa da guerrilha, garantindo-lhe recursos e, o principal: a impunidade.

Quem coordenou a ação da Procuradoria do Estado e do Ministério Público, na mentira das terras devolutas do Pontal, foi um Procurador do Estado, militante de esquerda, Juvenal Boller de Souza Filho, que aliado ao INCRA, ao ITESP e ao Ministério Público Estadual, provocou a decadência de uma pujante região do Estado de São Paulo, onde hoje as propriedades não têm nenhum valor, já faliram dez dos seus doze frigoríficos, a arrecadação dos municípios caiu e o desemprego tornou-se crônico.

Posteriormente, a manutenção da crise foi feita pelos Procuradores do Estado Zelmo Denari, José Roberto Fernandes Castilho (atual procurador regional), pelo Prefeito Mauro Bragato, sua colaboradora no ITESP Lourdes Azedo (coordenadora no Pontal) e pela Diretora do ITESP Tânia Andrade. Todos agem criminosamente contra a sociedade, utilizando a força dos cargos públicos que exercem, para desestabilizar a ordem pública e, através de golpe de estado, impor a sua ideologia.

Essa ação deletéria favorece os interesses dos EUA e da Europa, concorrentes do país, na guerra comercial por empregos e mercados, uma vez que destrói, de dentro para fora, a agropecuária, que é o único seguimento superavitário da balança comercial (13 bilhões de dólares em 1999). É bom ressaltar, ainda, que a pecuária extensiva é estratégica para o Brasil, porque produz carne, com capim e sol, sem concorrer na cadeia alimentar do homem.

O “sucesso” da desestruturação fundiária do Pontal do Paranapanema, encorajou Juvenal Boller de Souza Filho e seus companheiros de ideologia, da Procuradoria, do Ministério Público, do ITESP e do INCRA a tentar lançar dúvidas contra a cadeia dominial de fazendas da região de Penápolis – Barbosa, noroeste do Estado de São Paulo, para provocar o caos em sua economia agrícola através do MST e, de quebra, coadjuvando o INCRA, bloquear o pagamento de algumas indenizações de imóveis desapropriados há vários anos. O resultado dessa manobra criminosa já é conhecido no Pontal do Paranapanema e estenderá a carestia, o crime e a consequente violência, pelo Estado mais rico da União, responsável por 40% do PIB brasileiro.

Considerando-se, que o setor primário alavanca os setores secundário e terciário da economia, tanto que as cidades foram construídas a partir do campo, a ação destes agentes do caos será mais destruidora do que um ataque externo ao país, e precisa ser embargada, antes que produza seus efeitos.

A destruição sistemática da economia por integrantes de instituições governamentais coloca em risco a segurança nacional, uma vez que inviabiliza seus entes econômicos, submetendo o país à rapina do capital transnacional. Tal ação tipifica crime contra a segurança nacional, que deve ser, imediatamente, reprimido, responsabilizando-se e punindo-se os criminosos.

Em 13 de dezembro de 1999, vários membros do Ministério Público Estadual e Federal reuniram-se na cidade paulista de Ribeirão Preto, coordenados pelo promotor do meio ambiente e da infância e da juventude, Marcelo Pedroso Bitencourt, em seminário denominado “Meio Ambiente e Reforma Agrária”, da qual resultou a “Carta de Ribeirão Preto Pela Reforma Agrária em Defesa do Meio Ambiente”. Tal documento, de lógica e formato jurídico falsos (doc. anexo) lança suspeição sobre vários membros do Ministério Público Estadual e Federal, que atuam em São Paulo, cuja parcialidade é constatada em diversos processos de âmbito Estadual e Federal, em que estão envolvidos produtores rurais, o INCRA e o MST. Esse apequenamento dos órgãos que deveriam fiscalizar o cumprimento da lei, diga-se, por culpa exclusiva de alguns de seus integrantes, coloca em risco a segurança nacional, de sorte que, para defender o país contra os criminosos e denunciar seus atos faz-se necessária a imediata intervenção da Procuradoria da Justiça Militar, competente em razão da matéria – crime contra a segurança nacional – competência esta que se torna exclusiva em razão da suspeição do Ministério Público Estadual e Federal.

Essa ação típica, que põe em risco a segurança nacional, porque provoca a destruição da economia do país, assemelha-se aos mecanismos do crime organizado, em que os criminosos contam com a colaboração, por omissão ou por comissão, da máquina do Estado. Este maléfico consórcio tem mantido a violência contra a sociedade em níveis crescentes, em nada atingidos pela tímida ação das autoridades, que só agora, consolidado o domínio do crime organizado, formam CPIs e fazem ameaças de fancaria aos criminosos, fortemente entrincheirados em seus capitais, com seus aliados no Poder Público.

Para impedir a destruição da economia brasileira e da própria nacionalidade, mister se faz que os patriotas antecipem-se à ação dos criminosos, bloqueando suas funestas conseqüências.

É imprescindível que a ação da Procuradoria do Estado de São Paulo, seja imediatamente coibida e que a Procuradoria da Justiça Militar instaure os procedimentos necessários para a apuração das responsabilidades penais, contra todos os golpistas, do INCRA do ITESP e do MINISTÉRIO PÚBLICO.

A Procuradoria do Estado e o Ministério Público de São Paulo estão infiltrados por elementos, que pretendem a “revolução campesina”. Sua ação no seio do Estado coloca em risco a segurança nacional, na medida em que utilizam a máquina estatal contra os interesses da Nação, contrariando o princípio constitucional da legalidade, que deve nortear a ação dos órgãos públicos.

Este movimento golpista, detectado no Estado de São Paulo, com toda a certeza, tem similares em outros Estados, porque a ação do MST é nacional, bem como o apoio que recebe da máquina do Estado em todo o território nacional.

A autodepuração na Procuradoria do Estado e no Ministério Público é praticamente impossível, até porque, ninguém pode ser juiz de si mesmo no trato da coisa pública! Corroborando isso, note-se que as corregedorias dos órgãos não coibiram a ação golpista, que ocorre há vários anos.

Os conspiradores em ação (desde o Pontal) usurparam os poderes da máquina do Estado em proveito de seus objetivos ideológicos. Pretendendo destruir a estrutura fundiária, para implantar a sua “nova ordem” (levar a revolução do campo para a cidade), golpeiam de morte a balança comercial, o abastecimento, a “usina de empregos”, as instituições e a vida dos cidadãos, favorecendo, consciente ou inconscientemente, os rapinantes e os concorrentes internacionais do Brasil, de quem obtém apoio político e econômico, através das chamadas ONGs. Em síntese, seu objetivo é tomar o poder através de Golpe de Estado, cuja ação já desencadearam.

A cidadania ameaçada exige uma ação rápida e eficiente das autoridades isentas, contra a ação de conspiradores, que administrativamente, pretendem levar a cabo seus objetivos revolucionários, para impor a sociedade, pelo golpe, os amargos frutos de uma ideologia ultrapassada e cruel.

São Paulo, 06 de março de 2000

ANTÔNIO JOSÉ RIBAS PAIVA
GRUPO DAS BANDEIRAS
PRESIDENTE

O FIO DA MEADA XII “PETROBRAS – PLANO ROTHSCHILD”

Os Bancos Rothschild e Merrill Lynch, foram convocados pelo BNDES para coordenar a colocação das ações ordinárias excedentes do controle da Petrobras, no mercado.

“Esta será a maior oferta global da história dos países emergentes”, avaliou o diretor do Rothschild, Osírio Ribeiro.

(Gazeta Mercantil 26/1/2000)

A privatização das estatais inglesas, no governo Thatcher foi feita desse modo, pulverizando a posição acionária do Estado nas Bolsas de Valores, decisão que prejudicou o patrimônio público daquele país, favorecendo a “City” de Londres (grupo de financistas capitaneados pelo Barão Rothschild, que controla a economia mundial a partir de Londres). Na época, a desculpa apresentada para a adoção desse “modelo” privatista foi a suposta socialização das ações das empresas públicas. Esse golpe, possibilitou ao Grupo Rothschild e seus associados, assumir o controle acionário das estatais, comprando, apenas, 17,5% do capital votante.

No decorrer do processo de privatização o governo conservador, após 8 anos, perdeu apoio no Parlamento Inglês, colocando em risco a incursão da “City” sobre as estatais. Para manter Margareth Thatcher no poder e concluir o golpe da privatização inglesa, os financistas provocaram a guerra das Malvinas, com o apoio dos americanos, que incentivaram Galtieri a invadir as ilhas, prometendo-lhe neutralidade. O presidente argentino, objetivando fortalecer-se no poder, invadiu as Malvinas e foi derrotado pela Inglaterra, com o apoio dos EUA. A “vitória” possibilitou mais 4 anos para o governo conservador, que concluiu a desestatização planejada, após 12 anos de governo.

O jornal The Economist, há algum tempo, elogiou Fernando Henrique, afirmando, que em apenas quatro anos de governo, ele teria privatizado mais do que Thatcher em doze. O editorial concluiu, afirmando, que ainda faltaria muita coisa para FHC terminar o “processo”.

O assalto às estatais inglesas não satisfez a ganância do grupo da „City”, que comprou estatais em todo o mundo, na Itália, na França e, principalmente, na América Latina. No Brasil, com o apoio de seus títeres no governo, assumiram o controle da CSN, Vale do Rio Doce, Comgás e de grande parte das telefônicas, através de seus associados, espanhóis e portugueses. Agora, querem apossar-se das outras “jóias da coroa”: Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Objetivando apossar-se da Petrobras e outras estatais, a preço vil, os financistas ingleses programaram a reeleição de FHC e pretendem repetir o golpe da privatização inglesa no Brasil, pulverizando ações com direito a voto, porque o controle acionário de uma empresa vale várias vezes a cotação de bolsa dos lotes normais, que não comprometem o controle. Portanto, QUANTO MAIOR A POSIÇÃO ACIONÁRIA, MAIOR O VALOR DE TRANSFERÊNCIA DO CONTROLE DA EMPRESA. A União detém 84% do controle da Petrobras. Para que pulveriza-lo a preço de banana??? Está claro que é para favorecer os ingleses!

Seguindo o “Plano Rothschild”, o desmonte da Petrobras começou com a nomeação do “primeiro genro” para a Agência Nacional do Petróleo, o qual indicou o atual presidente da empresa, um francês com passado de terrorista no Brasil, desprezando, inexplicavelmente, os naturais da terra para o cargo.

A Agência Nacional de Petróleo está “coordenando” a entrega da Petrobras na Inglaterra, conforme noticiário abaixo compilado.

“Uma comitiva da ANP estará em Londres, na semana que vem, para apresentar a segunda rodada de licitações para exploração e produção de petróleo no Brasil. A agenda inclui reuniões com a Sociedade Britânica de Geólogos do Petróleo e com representantes de 700 indústrias do setor petrolífero do Reino Unido.”

(Folha de São Paulo – 10-02-2000)

O vultoso negócio da venda “pulverizada” de ações da Petrobras, conduzido pelo Banco Rothschild, maestro oculto das finanças mundiais, à partir da “City” de Londres, é mais um lance para a doação da empresa, e seu real objetivo é baratear o negócio para o comprador, que será o próprio Grupo Rothschild e ou seus testas de ferro, como Soros e outros, menos conhecidos.

A incursão contra a Petrobras atende, perfeitamente, o objetivo estratégico da City, que é ampliar o controle de toda cadeia produtiva de commodities estratégicas. Para manter o domínio da economia mundial, basta ao Grupo Rothschild e seus aliados, puxar ou derrubar as cotações da comoditie petróleo, por exemplo. Como as importantes reservas de petróleo na Amazônia e em outros locais do território brasileiro põem em risco os “projetos” da City, de submissão total do Brasil em razão de suas reservas de minerais estratégicos, o grupo de Londres tudo fará para apossar-se da Petrobras, como já fez com a Vale do Rio Doce. A venda pulverizada do bloco de ações minoritárias é apenas o primeiro passo.

A venda das ações da Petrobras, coordenada pelos próprios interessados na compra, é caso de polícia. Esse crime já foi praticado anteriormente, na doação da Vale do Rio Doce. As financeiras que “modelaram” a privatização, representavam os compradores. É o caso, agora do Banco Rothschild e sua controlada Merrill Lynch, que também participou da tomada da Vale, “modelando” a sua privatização. É importante lembrar, que as “modeladoras” não auditaram a empresa, apenas fizeram consultoria, opinando sobre o seu valor, supostamente, baseado na sua capacidade de gerar recursos no futuro.

No caso da Vale, o governo vendeu o controle da empresa pela cotação de bolsa, para lotes de 1.000 ações, desprezando o patrimônio líquido, o valor da transferência do controle, as concessões de lavra e pesquisa e o potencial estratégico da empresa, que é o nosso principal instrumento para a extração de riquezas minerais. Para pressionar o mercado internacional a importar produtos brasileiros, basta, administrar a produção de minérios, influenciando as cotações da Bolsa de Metais de Londres. Cioso do seu poder, o grupo Rothschild, manipulador das cotações dos metais e outras commodities e que, em razão disso, domina
o sistema financeiro internacional, apoderou-se da Vale com a clara colaboração do governo FHC.

A Petrobras também é o nosso instrumento para extrair o petróleo do subsolo e detém valiosas concessões em lençóis de petróleo. Nessa medida, não há como vender a empresa sem ceder a soberania, porque os compradores são os mesmos concorrentes que há décadas procuram ocultar a existência de óleo em nosso subsolo. Como não deu mais para esconder o potencial petrolífero do país, os concorrentes estrangeiros resolveram “comprar” a Petrobras, barato, com a colaboração de seus “aliados” no governo.

Está claro, que o objetivo do governo FHC é submeter o perfil energético do país aos concorrentes externos. As elétricas já estão sendo vendidas a preços de “ocasião”. Doando a Petrobras, a Nação certamente será tangida, ao bel prazer da pirataria internacional.

Que é feito do capital arrecadado, até agora, com as “privatizações”? Desapareceu em forma de pagamento de juros.

Juros, “data venia”, paga-se com saldo de exportações, com trabalho, não com a doação do patrimônio público. Contudo, sintomaticamente, as exportações brasileiras declinam desde a posse de FHC, cujo governo, ano a ano, acumula “déficits” comerciais, com claro intuito de provocar a crise, para subordinar nossos interesses à ganância da “City”. Os tímidos valores das exportações do governo FHC dão conta disso. Enquanto o México exporta 125 bilhões e a pequena Bélgica 165, o Brasil exporta apenas 46 bilhões. A liberação predatória de importações de supérfluos também demonstra a ação do governo, contrária aos interesses do país. Sequer conta o governo FHC com o fundamental Ministério do Comércio Exterior! Denunciada essa omissão, criou a “Câmara de Comércio Exterior”, que em nada tem contribuído para fomentar as exportações. O Brasil continua exportando empregos e impostos!

Coroando o processo de submissão do país aos interesses da City, FHC multiplicou o endividamento interno e externo, sem nada realizar. Em 1997 tentou doar, por 600 mil reais a mina de NIÓBIO do Pico da Neblina, que está avaliada em UM TRILHÃO DE DÓLARES, golpe traiçoeiro, que não foi adiante porque denunciado a tempo.

Qual a grande obra deste governo? Nenhuma. O que salta aos olhos é o projeto de internacionalização da economia com risco real de perda de soberania. Agravando o caos, dolosamente implantado, o crime organizado permeia os poderes da República, estando embricado nos três níveis de governo. Está claro, que o projeto Brasil de FHC é a quebra da unidade nacional, para ceder o potencial mineral da Amazônia aos reis da City.

A venda pulverizada de ações é o golpe da “desossa” para entrega da Petrobras, ao preço que for imposto pelos compradores e, se possível, com financiamento do BNDES. Tudo isso apoiado pelos caciques do PFL, do PSDB e PMDB.

O “grande negócio”, de 8 ou 9 bilhões de dólares, mencionado pelo diretor do Banco Rothschild no Brasil, na realidade é uma incursão danosa ao patrimônio público, porque na negociação do controle acionário, considerando-se a condição estratégica da Petrobras, as ações que o Ministro Tourinho, quer “pulverizar”, vendidas em bloco, com o controle, valeriam cinco vezes mais. O golpe em andamento visa saquear o Tesouro Nacional em cerca de 30 bilhões de dólares. Portanto, mesmo que a privatização da empresa fosse conveniente, a venda pulverizada de ações seria danosa, em virtude do aviltamento do preço final.

O eleito deve defender o interesse público! A venda da Petrobras, mesmo pelo seu justo valor, certamente não é do interesse da Nação, e deve ser, incondicionalmente, barrada, sob pena da perda irremediável da soberania.

São Paulo, 03 de fevereiro de 2000

GRUPO DAS BANDEIRAS
ANTÔNIO JOSÉ RIBAS PAIVA
Presidente

O FIO DA MEADA XI “RAÍZES DA CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL E SEUS REFLEXOS NO BRASIL”

SINAL DE ALERTA PARA O SISTEMA BANCÁRIO.
CRESCIMENTO DOS DERIVATIVOS PREOCUPA AUTORIDADES FINANCEIRAS.
“O ESTADO DE SÃO PAULO” 30-09-98
THE WALL STREET JOURNAL

O Sistema Financeiro tem como opções operacionais o financiamento da produção, do consumo, da infra-estrutura e a aplicação no mercado de expectativas (derivativos – especulação).

Até os anos 70, a especulação era um estigma, bania qualquer empresário do mercado, pela perda de confiança que a conduta provocava. Nessa época, o sistema financeiro internacional atravessava grave crise, em razão da falta de tomadores de capitais no mercado produtivo. A massiva oferta de capitais havia reduzido os juros anuais a 3% (três por cento), inviabilizando os resultados operacionais dos Bancos. Esses fatos, agravados por acontecimentos subseqüentes, acabaram por lançar o mundo financeiro na especulação.

Tudo ia mal, quando, em 1973, aconteceu o pior: o embargo do petróleo pela OPEP, que impôs grande majoração ao preço do produto, catalisando o capital mundial para o Oriente Médio. Foi a maior concentração de capital ocorrida no Oriente Médio desde as cruzadas, que naquela época (1000 a 1300 DC) produziram o mesmo efeito, favorecendo a Ordem dos Templários, que criou a primeira multinacional financeira do mundo.

Para desespero dos banqueiros internacionais, os Xeques do Petróleo, favorecidos pela concentração de capital, coincidentemente, controlavam os bancos libaneses e, certamente, iriam reciclar seus “petrodólares” pelo Líbano, à época conhecido como a “Suíça do Oriente Médio”. O excesso de oferta de moeda quebraria o sistema financeiro internacional, que já estava cambaleante. A conseqüência seria o domínio das finanças internacionais pelos bancos libaneses, cujos controladores assumiriam um poder político-econômico sem precedentes.

Para evitar a perda de seus negócios e, principalmente, do poder que o mercado de dinheiro internacional possibilita, os banqueiros desestabilizaram o Líbano, acirrando as diferenças regionais.
A guerra civil destruiu a praça bancária Libanesa, obrigando os Xeques do petróleo a reciclar seus petrodólares através dos bancos Europeus e Americanos.

A “água” foi desviada do seu reservatório natural, pela guerra civil, mas, à mingua de tomadores, a sua torrente arrasaria o sistema financeiro do mesmo jeito. A solução, capitaneada pela City de Londres e por Wall Street, foi direcionar a “enxurrada” de dinheiro para os países emergentes e do terceiro mundo, que foram obrigados a endividar-se, desnecessariamente, para aliviar a pressão de oferta de capitais no mercado e, consequentemente, a queda dos juros. Após os empréstimos, o “FED” passou a aumentar os juros, que chegaram a mais de 21% ao ano. Como os governantes tomaram empréstimos à taxas flutuantes, a majoração dos juros, literalmente, quebrou o terceiro mundo. Suas populações pagam a dolorosa conta até hoje, vinte e cinco anos passados.

Mas, os problemas dos Banqueiros internacionais não estavam totalmente equacionados, porque suas manobras contrariavam os princípios do investimento ideal, que deve ter por meta o tripé: segurança, rentabilidade e liquidez. Emprestando para países pobres, os bancos sacrificaram a segurança e a liquidez. Para recuperar a liquidez, passaram a investir severamente no mercado de expectativas (derivativos). Envolvendo-se, cada vez mais, na especulação, sacrificaram o princípio da segurança, que deve nortear os investimentos, principalmente, de capitais de terceiros. Para dividir os riscos, com os clientes, os bancos criaram os fundos especulativos (comodities e ações), transformando o mercado de dinheiro numa imensa “ciranda” de capital, em detrimento do seguro e necessário financiamento da produção, da infra-estrutura e do consumo.

O ramo bancário tem dois problemas básicos: falta de caixa e excesso de caixa. Operando com falta de caixa o banqueiro quebrará a curto prazo, trabalhando com excesso de caixa, quebrará a médio ou a longo prazo. Assim, para reduzir o stress dessa verdadeira “corda bamba”, os executivos dos bancos seduziram-se, cada vez mais, pelo mercado especulativo, de liquidez, aparentemente, garantida e imediata. Característica que revelou-se falsa, porque a liquidez depende, essencialmente, da confiança no mercado, ou seja, da manutenção das expectativas. “Detonada” a crise de confiança, a liquidez desaparece, instantaneamente, e as cotações despencam, falindo Bancos e investidores (especuladores).

“SANEAR BANCOS DO JAPÃO PODE CUSTAR US$ 140 BI AO POVO”
O ESTADO DE S. PAULO – 26-7-98 – PG. B9

O percentual de capitais, aplicados no mercado de comodities, foi crescendo rapidamente, a ponto de hoje representar 95% (noventa e cinco por cento) das operações financeiras mundiais. O capital deixou de financiar a produção, criar empregos e proporcionar bem estar social, para tornar-se autofágico, ou seja, um fim em si mesmo.

Essa contradição é paradoxal, porque o capital passa a financiar o “anti-capitalismo”, sacrificando a produção, o abastecimento, a infra-estrutura, o emprego e, consequentemente, a qualidade de vida. Quem acaba pagando a conta da especulação é a sociedade.

Entregando-se à especulação no mercado de derivativos, os executivos financeiros e seus Bancos tornaram-se reféns do Grupo Rothschild e seus aliados, que controlam as flutuações dos mercados de derivativos, impondo suas decisões ao mercado financeiro. O banqueiro, que ouse discordar das decisões da City Londrina, tem sua posição vendida imediatamente, enfrentando sérias dificuldades ou mesmo quebrando em curto prazo. Exemplos recentes, dessa ação no mercado de derivativos, são: o Banco Inglês Barings, que faliu em 1995, em razão de operações com derivativos e o Banco Japonês Toyobo, que perdeu mais de US$ 2 bi em 1996,
especulando com cobre. Atualmente, os Bancos Japoneses estão literalmente falidos, conforme indica o noticiário econômico. O Banco Merril Lynch aproveitou-se da oportunidade, para comprar uma Corretora falida e instalar-se naquele país que, até recentemente, era totalmente refratário à presença estrangeira em seu mercado financeiro.

O Grupo Rothschild e seus aliados controlam o mercado de derivativos, porque praticam o capitalismo, ou seja, dominam, completamente, estratégicas cadeias de produção, para, a partir de sólida posição determinar as oscilações nos mercados especulativos.

Há cerca de 20 anos, os “reis das comodities” decidiram trocar, parte de sua astronômica carteira de papéis, por ativos fixos. Para isso, valorizaram suas posições, acelerando a especulação mundial e passaram a vender derivativos, sem descuidar da sustentação do mercado.

Operacionalizando a aplicação da sua fabulosa massa de capitais, resultante da venda das comodities, manipularam a mídia, para convencer a opinião pública, da “necessidade” de privatizar estatais, que foram comprando, através de empresas de aliados e subsidiárias.

A venda de comodities e a compra de estatais foi um processo demorado, iniciado na Inglaterra, com a colaboração do Governo Thatcher e estendeu-se por todo o mundo.

“Cardoso em apenas quatro anos realizou quase o mesmo que Margareth Thatcher em doze. E deu aos estrangeiros acesso a setores da economia, como navegação costeira, que os Estados Unidos ainda mantêm fechado. Evidentemente, ele poderia ter-se saído melhor. A mecânica das privatizações poderia ter sido mais rápida …”
GAZETA MERCANTIL 12-10-98
Reprodução de artigo do “THE ECONOMIST”

Os reis dos derivativos, utilizando a mídia e apoiados por governos que ajudaram a eleger, já concretizaram grande parte do seu projeto de troca de posições. O “rescaldo” foi no Brasil (CSN, Vale e etc). Em seguida, através de seu aliado George Soros (Húngaro naturalizado americano), em julho de 1997, detonaram a crise asiática a partir da Tailândia, especulando contra o Bath (moeda local).

Quebrada a confiança, o mercado mundial de expectativas perdeu a liquidez, e os preços despencaram de 50% a 80%.

O uso e a comercialização agressiva de derivativos por parte dos bancos voltaram a ficar sob vigilância, depois da quase quebra do fundo LONG – TERM CAPITAL MANAGEMENT LP
O ESTADO DE SP 30-09-98
WALL STREET JOURNAL
MATT MURRAY

Em razão do mercado de expectativas ser fundamental para a liquidez do sistema financeiro, os “Réis da City” estão recompondo, na “bacia das almas”, sua posição vendida, e comprando mais algumas dezenas de empresas quebradas, pela crise que provocaram.

Tese conspiratória culpa ocidente por queda. Livro lançado na Malásia defende tese de que o colapso financeiro da Ásia foi provocado pelo Ocidente, interessado em abrir esses mercados para suas multinacionais …
O ESTADO DE SÃO PAULO 24-5-98 – pg. A28

Historicamente, o Grupo Rothschild vem repetindo seus procedimentos especulativos, como ocorreu nas guerras Napoleônicas. Sua filial na França enfraqueceu o exército de Napoleão, negando-lhe financiamento. Na última batalha, “divulgaram” em Londres, que Napoleão havia vencido a guerra. As cotações das ações caíram a zero. Os Rothschilds compraram na baixa. Quando a notícia verdadeira foi divulgada ganharam milhões com a alta.

Na verdade, somente os especuladores apreciam as altas nas bolsas de valores e comodities, os investidores preferem as baixas acentuadas, porque o lucro está na boa compra. Foi o que os barões da City de Londres fizeram. O condenável é a manipulação de informações e governos, para espoliar a sociedade.

A ação predatória dos especuladores de Londres, provocou um severo custo social nos países alvo da rapina. Como não interessa aos vampiros a morte das vítimas, em verdadeiro golpe de mestres, eles estão apoiando governos “socialistas” no mundo todo, para saldar a “conta social”, com o que restou do capital dos empresários nacionais, que vão arcar com o aumento de tributos etc.

A prisão de Pinochet em Londres, enquanto Fernando Henrique Cardoso brindava com Fidel Castro, na Confraria do Vinho em Portugal, ilustra essa tendência do “tudo pelo social”, com o dinheiro dos outros, ou com a “pólvora do rei”.

REFLEXOS DA CRISE MUNDIAL NO BRASIL

Em 1994, o Brasil possuía cerca de US$ 50 bilhões em sólidas reservas cambiais, amealhadas durante anos, com superávit da balança comercial.

As reservas estavam em segurança, depositadas no BIS (Suíça), mas, Fernando Henrique transferiu-as para os Estados Unidos, sinalizando a política de submissão econômica, que implementaria.

O novo governo nomeou para a fazenda o Sr. Pedro Malan, diretor do Banco Mundial, que promoveu a “Globalização” da economia brasileira, liberando importações, que consumiram mais de US$ 30 bilhões das reservas cambiais e dificultando as exportações com políticas cambiais equivocadas, juros e impostos altíssimos.

Para substituir o dinheiro gasto com importações de supérfluos, o governo elevou os juros, incentivando o capital especulativo internacional à jogar no país, com isenção fiscal. A importação desenfreada e o alto custo do capital, quebraram a empresa nacional, desempregando milhões de pessoas.

Absurdamente, o governo incentivou importações, sem preocupar-se em promover exportações, destroçando as reservas cambiais, atualmente compostas, exclusivamente, por capitais especulativos. Apenas 300 empresas brasileiras exportam seus produtos, sendo que 80% do volume é garantido por 25 empresas.

Comparando-se o perfil exportador do Brasil com o Japão, onde as pequenas e médias empresas garantem 70% das exportações, e com a Itália, onde 14.000 empresas exportam seus produtos, é fácil detectar os erros grosseiros do governo e as origens da crise econômica.

Enquanto os países do Primeiro Mundo protegem seus mercados com sobretaxas, barreiras sanitárias, “ecológicas” e “humanitárias”, exportando incentivos e subsídios, para garantir o emprego, o Brasil exporta impostos e promove a “execução sumária” do empresariado nacional, com juros extorsivos e liberação de importações. Não contamos sequer com um Ministério de Comércio Exterior, fato que seria ridículo, não fosse trágico!

O único segmento superavitário da balança comercial brasileira é a agricultura. Provavelmente, em razão disso, o governo desestimula o setor com juros incompatíveis com a produção, aumento de impostos, reforma agrária e invasões de fazendas, promovidas pelo INCRA e pelo MST (guerrilha Sendero Maoista). Se considerarmos que os maiores produtores do mundo, Europa e Estados Unidos, gastam US$ 190 bilhões por ano em subsídios agrícolas, fica nítido o surrealismo da atitude do governo federal. Por isso, o Brasil, que em 1994, era auto-suficiente em trigo, arroz e algodão, hoje importa US$ 3 bilhões por ano, desses produtos.

Esse foi o terreno fértil, que os especuladores de Londres tiveram à sua disposição. Contaram com a ação predatória do próprio governo para concretizar os seus objetivos: investir os capitais oriundos da venda de comodities na “privatização” das empresas estatais e na compra de empresas nacionais em dificuldades. Mesmo as empresas espanholas e portuguesas, que adquiriram, grande parte do setor de Telecomunicações, são associadas da Britsh Telecon.

Vergonhosamente, ex-diretores do BNDES e do Banco Central, “promoveram” a “modelagem” das privatizações, para facilitar a rapina dos especuladores de Londres, como é o caso do Senhor Pérsio Arida e da Senhora Helena Landau, atualmente casados e donos do Banco Oportuniti, que protagonizou o escândalo do grampo no BNDES, que defenestrou o Mendonça de Barros das telecomunicações e o seu irmão da Camex.

Outro “conselheiro” do Presidente da República, é o ex-diretor do Banco Central, Sr. Armínio Fraga, economista que, atualmente, administra o fundo de “investimentos” do Sr. George Soros, associado e parente dos Rothschilds de Londres.

Considerando-se que George Soros provocou a crise asiática, a partir da Tailândia, em julho de 1997, e que comprou a Vale do Rio Doce e a CSN e outras estatais, fica difícil acreditar, que os “enganos” do governo federal, na condução da economia, não foram propositais. Ressalte-se que esse “investidor” comprou todas as terras no entorno de Buenos Aires, que destinou à produção de trigo para exportação. Devido a isso, a Argentina passou a importar carne. Além disso, comprou todos os shoppings centers de Buenos Aires.

Caso Fernando Henrique Cardoso não tivesse consumido as reservas cambiais do Brasil, não tivesse provocado a falência do empresariado nacional com juros altos, impostos em cascata e importações predatórias, caso tivesse incentivado as exportações e, principalmente, a agricultura, caso tivesse preservado e ampliado a posição do país como produtor e exportador de minérios estratégicos, ao invés de doar empresas como a Vale do rio Doce, por exemplo, a “crise” financeira internacional não nos atingiria e o governo estaria reduzindo as taxas de juros, como os Estados Unidos, Canadá, Austrália e a Europa, para fortalecer as empresas, aumentar a produção, financiar o consumo e GARANTIR O EMPREGO.

São Paulo, 10 de dezembro de 1998

GRUPO DAS BANDEIRAS
ANTÔNIO JOSÉ RIBAS PAIVA
Presidente