O FIO DA MEADA VIII “O DISCURSO QUE NÃO FOI PROFERIDO NA CÂMARA FEDERAL”

Alertado sobre o grave risco para a segurança nacional, que seria a
doação da Vale do Rio Doce a financistas ingleses, um deputado federal solicitou a redação deste discurso, que acabou não proferindo, no plenário da Câmara. Observe-se, que o deputado se intitula nacionalista, mas nada fez para sobrestar a negociata da doação da Vale do Rio Doce, antiga “ITABIRA IRONS” inglesa, nacionalizada por Getúlio Vargas e que volta robustecida para
os antigos donos.

Justifica-se sua inclusão neste trabalho, porque além da crítica ao crime de lesa pátria, contém análise sintética da situação econômica brasileira.

Excelentíssimos Senhores!

A TERCEIRA GUERRA MUNDIAL É COMERCIAL e já
estamos sendo atacados.

A “doação” da Vale do Rio Doce para o Grupo Rothschildsuas coligadas, urdida pela ditadura socialista do PSDB, é uma operação de
guerra contra o Brasil, com a colaboração do Governo.

Infelizmente, aqueles que deveriam defender o interesse público
usam seus cargos e mandatos para trair seu país.

Se o inimigo e os traidores conseguirem ganhar a batalha,
arrebatando a Vale do Rio Doce, o Brasil será despojado do poder de influir no estratégico mercado mundial de metais. Isso significa que
perderemos, definitivamente, nosso único e potencial poder de pressão
para conseguir mercados de exportação.

Também aí existe traição, porque o Governo do PSDB só fez aumentar o déficit da balança comercial, que era superavitária até a posse de Fernando Henrique Cardoso.

É visível a estratégia dos inimigos do Brasil:

a) Tentam arrebatar a Vale do Rio Doce coadjuvados pelo Governo para reduzir-nos à imobilidade comercial, sem nenhum poder para pressionar o mercado internacional;
b) Ao mesmo tempo, o Governo libera importações de supérfluos (sal americano, patês, geléias francesas e etc), mantém elevadas as taxas de juros, quebrando empresários rurais e urbanos;
c) Além disso, dificulta as exportações, cedendo a todas as pressões dos EUA e da Comunidade Européia, contra os quais é firme no discurso e tíbio e complacente nas ações; (setenta por cento das exportações do Japão são feitas por pequenos e médios empresários). Aqui, o pequeno empresário não consegue vender seu produto nem para outras cidades, que dirá exporta-lo!
Propositalmente, o Governo se furta à obrigação de orientar o empresariado sobre os passos necessários para exportar. Quem quiser que se vire! O importante para FHC é proteger os mercados de exportação de europeus e americanos, com suas medidas antipatrióticas.
Até invasões de terra já apoiou, apesar de saber que o invasor é elemento deletério ao processo produtivo nacional.
d) Não satisfeito, o Governo fragiliza as reservas cambiais, substituindo os superávits comerciais por capitais estrangeiros especulativos, que podem ser repatriados a qualquer instante.

Tudo para deixar-nos a mercê do grande capital internacional.

ESTE É O CAMINHO DO DESASTRE!!

Habilmente traçado por FHC e seus “colaboradores”, nacionais e estrangeiros.

Os romanos, diante de algum fato inusitado, perguntavam:

A QUEM INTERESSA?

É essa a pergunta que devemos fazer ao Sr. FHC. A quem interessa a venda da Vale do Rio Doce? Empresa vital para o Brasil ampliar suas exportações e enriquecer, e que no último ano deu mais de R$ 600.000.000,00 (seiscentos milhões de reais) de lucro.

Não podemos acreditar em inocência ou despreparo de FHC e seus Ministros. Qualquer um do povo sabe, perfeitamente, que a Vale do Rio Doce é o único e poderoso instrumento que possuímos para extrair as riquezas minerais adormecidas no ventre do nosso Brasil. Então, por que?

Analisando o mecanismo de doação da Vale, preparado por FHC, seus Ministros e pelo BNDES, a negociata vai se tornando cada vez mais evidente.

a) NÃO FOI FEITA AUDITORIA NA VALE. Só consultoria.
b) O BNDES contratou duas instituições financeiras internacionais para “avaliar” a Vale: Merrill Lynch e Salomon Brothers.
A Salomon Brothers, além de ser o braço financeiro da CIA é ligada ao Bradesco. A Merril Lynch é subsidiária do Grupo Rothschild.
c) O Bradesco e o Rothschild são compradores da Vale, logo, o processo de doação está viciado na origem. A simples exclusão destas instituições do processo, não o legitima, porque os verdadeiros compradores poderão utilizar-se de outros Grupos para a concretização do saque contra o futuro do país.
d) O potencial estratégico da influência da empresa no mercado de derivativos e, por consequência, no sistema financeiro internacional, não foi sequer considerado pelas “Consultorias”. É bom
frisar, que este é o principal patrimônio da Vale, por suas minas e concessões de lavra e pesquisa.

Desculpem o trocadilho, mas é preciso perguntar:

QUANTO VALE O PODER DE DITAR O PREÇO DOS METAIS NO MUNDO?

NÃO TEM PREÇO porque é estratégico e é por isso que o Brasil precisa da Vale do Rio Doce para impor-se comercialmente no mundo e conquistar novos mercados de exportação. Diante desses fatos a palavra TRAIÇÃO se torna cada vez mais adequada para definir a ação dos envolvidos no caso.

Não bastasse isso, o Governo FHC, quer DOAR o controle da empresa, pelo preço da cotação média das ações nas Bolsas de Valores!!

Ora, é do conhecimento de qualquer leigo no assunto, que o controle acionário de uma empresa tem valor muitas vezes superior a cotação dos lotes de 1000 ações negociados nas Bolsas de Valores, ao alcance do poder aquisitivo de qualquer um. Fosse assim, bastaria o Governo vender as ações do Tesouro nos pregões e estaria concretizada a privatização!! Ocorre, que o controle da empresa tem destino e preço, previamente estabelecidos. Os Financistas Ingleses é que arrebatarão a empresa. A América do Norte é apenas “músculos” do poder mundial. A Inglaterra é o cérebro.

A Vale do Rio Doce viabilizou-se em 1942 por condescendência do presidente americano Franklin Roosevelt que necessitava do regular abastecimento de minério de ferro do Brasil, para, juntamente com a Inglaterra combater os países do eixo. Em razão disso, o Governo Vargas nacionalizou a Itabira Irons, empresa mineradora Inglesa, dando origem a Vale do Rio Doce. É por isso, que o capital inglês, que tem memória de elefante, quer retomar o negócio, em condições totalmente favoráveis ao “Império Britânico”.

Assim foi com a borracha. Os “aliados ingleses” depois de servidos e vitoriosos arruinaram os preços do produto, financiando produtores
asiáticos. Hoje, o Brasil importa borracha e FHC assiste, impassível, aos extertores dos arruinados produtores nacionais de látex.

O cacau é outro exemplo deplorável do descuido do Governo com nossos produtos de exportação. O Brasil passou de maior produtor mundial a importador do produto.

Os produtores brasileiros de arroz foram arruinados, de Goiás ao Rio Grande do Sul, por FHC, que hoje importa o produto do Vietnã e da Coréia. Muitos produtores arruinados pelo governo, plantam arroz além de nossas fronteiras, que é mais seguro, porque estão fora do alcance da ação predatória da “política” econômica do governo.

Delmiro Golveia, industrial baiano, que assumiu o mercado nacional de linha de costura durante a primeira guerra mundial, foi assassinado porque negou-se a devolver o mercado à International Cotton (Linhas Corrente) da Inglaterra, após a guerra. A empresa foi comprada dos herdeiros, desativada e seus teares jogados na Cachoeira de Paulo Afonso.

Nós brasileiros, espoliados de tudo, sem direito a usufruir as lendárias riquezas do país, temos o dever, por respeito às gerações anteriores e por obrigação com as futuras de, neste último combate, apesar de esfarrapados, impedir que empresas estrangeiras, depois de servidas, voltem a nos esbulhar, com a ajuda de traidores.

Aos membros desta Casa compete, como patriotas de honra inabalável, impedir que se concretize o prejuízo irrecuperável contra o futuro da Nação, consubstanciado na DOAÇÃO da Vale do Rio Doce a financistas ingleses ou a seus prepostos.

“O BRASIL ESPERA QUE CADA UM CUMPRA O SEU DEVER”.