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Editoria
As “bolhas” especulativas e o crime organizado têm o mesmo fato gerador: a falta de opções de investimento! O investimento sadio requer o tripé segurança – rentabilidade – liquidez, axioma cada vez mais difícil de atender, em razão da subversão do papel do capital na cadeia produtiva. De fato, o capital, em economia saudável, é apenas um dos componentes da cadeia de produção. Todavia, seus gestores, ignorando La Fontaine, não resistem à tentação de “canibalizar” o sistema produtivo, porque detêm a moeda, bem de procura universal, com tomadores a qualquer preço e, portanto, de mercado inelástico no varejo. (não nivelado pela oferta e procura) Ao ignorarem a simbiose capital – produção, os gestores financeiros exaurem a cadeia produtiva exorbitando na taxa de juros e reduzem suas opções de investimento, contaminando a economia. Sem opções de investimento, os gestores financeiros internacionais, que reciclam, diariamente, trilhões de dólares, são obrigados a atropelar as fronteiras éticas e legais, investindo no lícito ou no ilícito, com a mesma desenvoltura, gerando, nessa “ciranda”, o crime organizado, pois utilizam-se e incentivam a associação do crime com membros do Poder do Estado, controlando o sistema político partidário, financiando eleições, forjando falsos lideres, dóceis aos seus interesses e manobrando a mídia. O crime organizado, instrumentado pelos controladores financeiros internacionais, opera com segurança financeira total, porque no negócio do crime, a garantia do capital é a vida do tomador do empréstimo.
Atropelada por essa realidade, a classe política vai sendo dominada pela corrupção e a sociedade escravizada pelos juros, impostos, taxas e multas, que paga sem a necessária contrapartida em segurança, saúde e educação. Sem falar no lento processo de politização do crime como fator de distribuição de renda. (traficantes, assaltantes e camelôs de contrabando e carga roubada). Mesmo alavancando o crime organizado, os gestores financeiros são obrigados a especular, por falta de opções de investimento. Quando exaure a cadeia produtiva, o sistema financeiro torna-se autofágico, estimulando as “bolhas” econômico-financeiras, como ocorreu no final de 2008. Como o Sistema Financeiro é mero instrumento do Poder dos Operadores de Capital, quando as cíclicas “bolhas” estouram, eles simplesmente acionam o seu poder político e ”securitizam” prejuízos e privatizam lucros. De 2008 para cá, quem pagou o prejuízo da “crise” foram os tesouros nacionais! O melhor desse quadro é que os que inflam as bolhas, escolhem o momento de estoura-las, vendendo na alta e recomprando na baixa os ativos do seu interêsse. Para identifica-los, basta analisar, quem perdeu e quem ganhou com a “crise” de 2008. Esse “negócio” é um processo cíclico, garantido pelo poder político do “sistema”! Quem paga a conta (o lucro) é sempre a sociedade, escravizada pela dominação do crime. No Brasil, o sistema financeiro entrou em colapso, em meio ao Governo Fernando Henrique Cardoso, que, gentilmente, “pagou a conta” com o “PROER”. Todo círculo vicioso tem que ser rompido e essa missão, ciclópica é de todos os segmentos da sociedade, particularmente os esclarecidos. |